Rio de Janeiro vacina 94,1% dos idosos e surtos de Covid despencam para zero

Redação Notícias
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Portrait of patient getting vaccination
Não houve novo surto de Covid-19 nessas instituições no mês de abril, o mais letal da pandemia no Brasil. Em janeiro, foram registrados sete surtos; em fevereiro, quatro; em março, dois (Foto: Via Getty Creative)
  • A cidade do Rio de Janeiro concluiu a primeira etapa de vacinação contra a Covid-19 de idosos no último sábado (24)

  • De acordo com a administração, o índice de imunização foi de 94,1% nessa faixa etária — acima da meta do início da campanha, que era vacinar pelo menos 90%

  • Moradores de instituições de longa permanência para idosos foram um dos primeiros a serem vacinados; não houve surtos de Covid-19 neste grupo em abril, o mais letal da pandemia

A prefeitura do Rio de Janeiro informou que concluiu a primeira etapa de vacinação contra a Covid-19 para idosos no último sábado (24). De acordo com a administração, o índice de imunização foi de 94,1% nessa faixa etária — acima da meta do início da campanha, que era vacinar pelo menos 90%. 

Segundo o cronograma de imunização, moradores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) foram um dos primeiros a serem vacinados e, de acordo com a prefeitura, o resultado da vacinação já pôde ser observado.

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Não houve novo surto de Covid-19 nessas instituições no mês de abril, o mais letal da pandemia no Brasil. Em janeiro, foram registrados sete surtos; em fevereiro, quatro; em março, dois.

Mesmo com o número de surtos zerado neste grupo específico, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta para que a população mantenha os cuidados. 

Além disso, a pasta pede para que os idosos que ainda não tenham se vacinado procurem os postos de saúde "o mais rápido possível".

Brasil já teve mais mortes por covid em 2021 que em todo ano de 2020

O Brasil registrou 390.925 mortes por covid-19 desde o início da pandemia do coronavírus. Desse número 195.949 óbitos foram registrados em 2021, até 25 de abril, ou seja, em 113 dias. O número ultrapassa o número de mortes por covid-19 registrado em todo ano de 2020.

No ano passado, desde 17 de março, quando foi confirmada a primeira morte pela doença, até 31 de dezembro, foram 194.976 mortes. Foram 289 dias até o Brasil chegar a esse número.

Mesmo antes do fim, o mês de abril já se tornou o mais letal da pandemia no país, com 67.723 mortes. Em março, foram 66.868 óbitos pela covid-19.

Há 95 dias, o Brasil está com uma média móvel de mortes acima de mil e já são 40 dias em que o número está acima dos 2 mil mortos. Atualmente, a média móvel dos últimos 7 dias está em 2.498, uma queda de 20% em relação à média de 14 dias atrás.

O total de casos confirmados de covid-19 no país é de 14,3 milhões. A média de novos casos nos últimos 7 dias é de 56,7 mil, queda também de 20% em relação à média de 14 dias atrás.

A health worker prepares a dose of the Oxford-AstraZeneca vaccine during the priority vaccination program for people with disabilities at a vaccination center in Rio de Janeiro, Brazil, Sunday, April 25, 2021. (AP Photo/Bruna Prado)
O triste recorde anterior havia sido em março: 66.868 vítimas. Oito das 27 unidades federativas brasileiras (incluindo toda a região Sudeste) tiveram abril como o mês mais letal da pandemia (AP Photo/Bruna Prado)

Abril é o mês com mais mortes por coronavírus em oito estados

Antes de terminar, abril já é o pior mês em número de mortes desde o início da pandemia de coronavírus no Brasil. Segundo dados das secretarias estaduais de saúde reunidas pelo consórcio de veículos de imprensa, 67.723 óbitos foram registrados no país até sábado (24).

O triste recorde anterior havia sido em março: 66.868 vítimas. Oito das 27 unidades federativas brasileiras (incluindo toda a região Sudeste) tiveram abril como o mês mais letal da pandemia.

São eles: 

  • Espírito Santo

  • Minas Gerais

  • Distrito Federal

  • Mato Grosso do Sul

  • Rio de Janeiro

  • São Paulo 

  • Amapá

  • Piauí

Todas as unidades, com exceção do Amapá e do Rio de Janeiro, estão no segundo mês consecutivo de recorde de óbitos.

Em entrevista ao portal G1, a epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explicou que os dados poderão ser melhor entendidos ao final da pandemia e que os estados tiveram momentos diferentes no período.

"Quando a gente faz esse recorte no tempo, pode ser que não esteja no mesmo momento, e aqueles que estão com mais mortes agora podem não estar depois. Vamos conseguir ter um panorama melhor quando tivermos controlado a pandemia", afirmou.

Em decorrência da rápida propagação do vírus, o sistema de saúde esteve próximo do colapso e as equipes das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) não puderam ser qualificadas na mesma velocidade de abertura dos leitos.

"Esses leitos de UTI requerem uma mão de obra muito mais qualificada do que a gente foi capaz de produzir ao longo dessa pandemia. Essa pandemia é muito curta, essa expansão dos leitos é maior do que a capacidade do sistema de qualificar pessoas", lembrou Maciel.