Rio e mais oito cidades da região metropolitana tem risco 'muito baixo' para Covid-19

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RIO — O último mapa de risco elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde aponta que nove dos 92 municípios do estado do Rio estão com "risco muito baixo" para a Covid-19. Além da capital, as outras oito cidades classificadas com a bandeira verde estão na Região Metropolitana: Duque de Caxias, Itaguaí, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. As cidades restantes estão com nível "baixo" (bandeira amarela), com exceção de outras cinco, que estão com nível "moderado" (bandeira laranja).

O nível de classificação de risco de cada município é um dos parâmetros previstos na resolução da SES que regulamentou no início da tarde o fim do uso obrigatório de máscara em ambientes abertos no estado. A nota técnica, motivada pela lei estadual sobre o tema que foi sancionada nesta quarta-feira, foi publicada ainda nesta quinta-feira, em edição extraordinária do Diário Oficial, como previsto pelo titular da pasta, Alexandre Chieppe.

"Esta 54ª avaliação não evidencia regiões com risco ALTO (bandeira vermelha); a região Médio Paraíba está classificada como risco MODERADO (bandeira laranja); as regiões Noroeste, Norte, Serrana, Baixada Litorânea, Metropolitana II, Centro-Sul e Baía da Ilha grande permanecem classificadas como risco BAIXO (amarelo)e região Metropolitana I está classificada como risco MUITO BAIXO (verde). Nesta avaliação do Mapa de Risco, foi mantido um regresso para o nível BAIXO em todo o Estado. Esse resultado é reflexo, principalmente, da redução da taxa de ocupação durante os últimos dias. Os indicadores secundários, como atendimento nas UPAS, número de solicitações de leitos e número de pessoas em fila também apontam para um cenário de redução, mesmo com a presença da variante Delta predominando no ERJ." diz trecho da nota técnica divulgada nesta sexta-feira.

Para definir a cor da bandeira de cada município, o mapa de risco estadual se baseia num sistema de classificação de pontos elaborado pelos técnicos da Secretaria de Estado de Saúde, que é, por sua vez, balizado por determinados indicadores epidemiológicos. Esses índices se dividem em dois eixos principais: o de capacidade de atendimento e o epidemiológico.

O primeiro engloba os seguintes indicadores: taxa de ocupação de leitos de UTI e de enfermaria por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e previsão de esgotamento de leitos de UTI. Já o segundo é composto pela taxa de positividade de testes de Covid no mês atual (ou seja, o percentual de confirmações da doença entre o total de testes realizados) e a variação do número de casos e mortes por SRAG num determinado período de tempo.

Tendo como referência a semana epidemiológica atual, esse período sempre vai da segunda à quarta semana epidemiológica de hoje para trás. O recuo, de acordo com a SES, se deve à defasagem na atualização dos dados da Covid-19 pelos municípios. As semanas epidemiológicas são uma medida de tempo usada por epidemiologistas em todo o mundo no estudo de eventos de Saúde Pública, possibilitando a comparação de ondas de casos que aconteceram em diferentes anos, por exemplo.

No caso da capital, por exemplo, houve uma redução de 55% de mortes por Síndromes Respiratórias Agudas Grave (Srag) e de 45% em casos de Srag na última semana. A taxa de ocupação de enfermaria e UTIs também ajudou o município do Rio a estar com a classificação baixa.

"Pela primeira vez desde o início da pandemia, a região Metropolitana I está classificada como RISCO MUITO BAIXO (verde), as regiões Noroeste, Norte, Serrana, Baixada Litorânea, Metropolitana II, Centro-Sul e Baía da Ilha grande permanecem classificadas como RISCO BAIXO (amarelo), e a região do Médio Paraíba retornou ao RISCO MODERADO (laranja), devido ao aumento da variação do número de óbitos, impactado por uma pequenas variações em números absolutos, por exemplo, o aumento de um óbito para dois na comparação, representa um aumento de 100% de óbitos no município", diz trecho da nota técnica.

A secretaria ainda destaca no documento que o número de pedidos de internação vem caindo na última semana, assim como a fila por leitos, hoje apenas com pessoas esperando a regulação e não mais por falta de vagas.

"É possível observar que a demanda por leitos de UTI e Enfermaria começou a apresentar um aumento a partir de agosto, atingindo média acima de 150 solicitações/dia, mas que nas últimas semanas vem mostrando redução nas solicitações, mantendo-se abaixo de 70 solicitações por dia desde o início do mês de outubro"

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