Rio e SP flexibilizam medidas de restrição contra a Covid; veja o que muda

Ana Letícia Leão, Luiz Ernesto Magalhães e Suzana Correa
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RIO — A cidade do Rio e o estado de São Paulo decidiram flexibilizar as medidas de restrição contra o coronavírus. Na capital carioca, as mudanças passam a valer a partir desta sexta-feira. Já em SP, as alterações valem a partir de segunda.

A prefeitura do Rio publicou um novo boletim epidemiológico sobre a Covid-19 no município nesta sexta. A suspensão e alteração em serviços de bares, restaurantes e outras atividades foi tema do documento. As medidas valem até 19 de abril.

Com a mudança, está previsto o funcionamento presencial de bares e restaurantes, até as 21h. Já as praias continuam proibidas, não podendo haver ambulantes (fixo ou itinerante), aula e prática de esportes coletivos, permanecer na areia e estacionamento na orla (com exceção de moradores, idosos, pessoas com deficiência e hóspedes de hotéis). Essas restrições também valem para parques e cachoeiras.

De acordo com o município, as restrições tiveram impacto no número de atendimentos na rede básica, que teve indicativo de queda. Mas o número de óbitos continua a subir na rede pública, o que manteve a cidade classificada com risco muito alto no 14º boletim epidemiológico. O prefeito Eduardo Paes destacou que 'não é momento de relaxar".

Confira detalhes sobre o que muda e o que é mantido no Rio.

O estado de São Paulo flexibilizará as regras de isolamento e voltará à fase vermelha a partir de segunda-feira. A medida deve durar até 18 de abril, segundo anúncio do governo do estado. SP está na chamada fase emergencial desde 11 de março para conter a disseminação da Covid-19.

O vice-governador Rodrigo Garcia explicou que a decisão do governo de afrouxar as regras e avançar para a fase vermelha baseia-se na internações, que apresentaram redução de 17% (de 3.198 para 2.633 registros) na comparação da 13º semana epidemiológica com a 14ª, a atual. Além disso, afirma, na última semana houve uma redução de cerca de 60 leitos por dia sendo ocupados por Covid. Há duas semanas, eram 200 leitos a mais por dia, segundo o vice-governador.

Na prática, a maior diferença entre as fases emergencial, ainda vigente no fim de semana, e a fase vermelha, que passa a valer na segunda, é o retorno presencial das aulas. Considerada serviço essencial por um decreto do governo do estado, as aulas podem ocorrer com 35% da capacidade dos alunos em sala na fase vermelha, mas não na emergencial. Desde o início da emergencial, a educação estadual, privada e particular entraram em um recesso obrigatório por 15 dias.

O toque de recolher, das 20h às 5h, deve ser mantido pelo governo, uma vez que ainda haverá intensificação da fiscalização de festas clandestinas que ocorrem nas madrugadas. Segue proibido na fase vermelha o atendimento presencial em bares e restaurantes. Shoppings, comércios, salões de beleza, barbearias e academias também estão proibidos de abrir. Atividades religiosas coletivas também não foram autorizadas a retornar.

Veja todas as mudanças que ocorrerão em SP a partir de segunda-feira.