Rio exigirá vacinação para entrar em locais turísticos

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(Arquivo) Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (AFP/FABIO MOTTA)

O Rio de Janeiro vai exigir, a partir de setembro, um certificado de vacinação anticovid para acessar diversos lugares públicos, incluindo os pontos turísticos, informou a Prefeitura nesta sexta-feira (27), preocupada com o avanço da variante delta na cidade.

As autoridades cariocas pedirão um comprovante de imunização para entrada em locais turísticos, estádios, cinemas, teatro, museus e conferências, entre outros locais públicos.

"O nosso objetivo é proteger as pessoas que acreditam na ciência", disse o prefeito Eduardo Paes ao fazer o anúncio em coletiva de imprensa. A medida, no entanto, não inclui os bares, restaurantes e shoppings.

Será exigido que as pessoas tenham tomado a primeira ou as duas doses, de acordo com o calendário por idade da prefeitura. A prefeitura afirmou que também vai aceitar certificados de vacinação internacional para quem se imunizou no exterior.

Rio, o principal destino turístico do país, registra desde julho um aumento de novos casos de coronavírus, que as autoridades atribuem ao avanço da variante delta.

"A gente mantém um padrão parecido com outros países que estão se vacinando: a variante delta provoca na mesma proporção um aumento de óbitos nem de internações, felizmente", considerou o secretário municipal da Saúde, Daniel Soranz.

A cidade, de quase 7 milhões de habitantes, acumula mais de 30.000 mortos e 440.000 casos desde o início da pandemia, e continua em alerta de "alto risco" de contágio. No entanto, já vacinou 87% dos maiores de 12 anos com a primeira dose e 42% com a segunda.

Segundo o prefeito, o "passe sanitário" anunciado hoje busca estimular a vacinação, mirando principalmente nos 200.000 cariocas que não voltaram para tomar a segunda dose.

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