Rio não registra mortes por Covid-19 neste sábado; fato ocorre pela primeira vez desde o início da pandemia

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RIO — Pela primeira vez desde o início da pandemia, há cerca de um ano e meio, a cidade do Rio de Janeiro não registrou nenhuma morte por covid-19 neste último sábado, dia 20. Neste mesmo dia, a pasta também não teve nenhuma internação pela doença nos hospitais municipais. A notícia foi compartilhada nas redes sociais da Secretaria municipal de Saúde do Rio na noite deste domingo. Na postagem, o fato é creditado à adesão dos cariocas à vacinação. "É real: vacinas salvam vidas!", destaca o texto.

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A secretaria ainda convoca a população a se vacinar. Quem tem 12 anos ou mais e ainda não tomou a segunda dose deve ir ao posto de saúde com o comprovante para atualizar o esquema vacinal, respeitando o intervalo mínimo entre doses de cada fabricante. Já quem tem 18 anos ou mais e tomou a segunda dose há 5 meses ou mais, também precisa ir às unidades garantir a dose de reforço. O mesmo vale para quem tem 60 anos ou mais e se vacinou há pelo menos três meses.

O secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, afirmou, neste domingo, que a cidade do Rio de Janeiro tem apenas 30 pacientes internados com Covid-19 na rede SUS. Esses leitos ocupados estão distribuídos em hospitais universitários e em uma unidade federal da capital. Neste sábado, a pasta já havia informado que os hospitais municipais do Rio de Janeiro zeraram o número de internados por Covid-19. Soranz credita o avanço da vacinação contra a doença como responsável pelos bons índices. Além disso, o secretário destacou que a última internação notificada foi na quinta-feira, dia 18, às 18h57, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), da Uerj, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio.

— Conforme aumenta a cobertura vacinal, os pacientes que necessitam de internação por Covid-19 estão cada vez mais raros. Com 12 milhões de doses aplicadas e 95% dos adultos vacinados, está cada vez mais raro encontrar um caso grave na cidade. As vacinas funcionam — diz Soranz.

Além do Hupe, os leitos ocupados estão distribuídos entre o Hospital Federal dos Servidores do Estado; a Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ; e o Instituto Nacional de Infectologia (INI) Evandro Chagas, da Fiocruz. Esse último, inclusive, tem hoje 197 leitos destinados à doença e receberá os novos pacientes, funcionando agora como hospital de referência para otimizar a rede pública de saúde.

Segundo a secretaria, há ainda na capital fluminense cerca de 600 mil cariocas com 12 anos ou mais com a vacinação atrasada. Hoje, 76% da população está completamente imunizada na cidade, ou seja, já recebeu as duas doses ou a dose única.

— As vacinas já provavram seu efeito protetivo individual e em grupo. Agora o desafio é avançar na segunda dose dos adolescentes e focar no reforço nos adultos após cinco meses da segunda dose — destaca Soranz.

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