Rio, Niterói, Maricá e Itaguaí apresentam calendário único de vacinação contra Covid-19

Luiz Ernesto Magalhães
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Os prefeitos do Rio, Niterói, Maricá e Itaguaí apresentaram na tarde desta quinta-feira, dia 1º, um calendário de vacinação único para a região. Um dos objetivos é evitar deslocamento de moradores em busca de doses entre os municípios.

Entre as prioridades para as próximas semanas, até o fim de maio, estão pessoas com comorbidades com 45 anos ou mais. Segundo Plano Nacional de Imunização (PNI), se enquandram neste quisito pessoas diagnosticadas com alguma das seguintes condições: diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave.

Outros grupos prioritários nessa fase da vacinação são:

O prefeito de Niterói, Axel Grael, disse que sem um calendário único, ocorre uma migração de pessoas entre as cidades, dificultando o processo de vacinação.

— Junto com as demais cidades da Região Metropolitana, vamos ter melhor ação contra a pandemia da Covid.

Eduardo Paes , prefeito do Rio, disse que os critérios não podem ser "de quem grita mais ou tem poder de pressão".

— Os critérios têm que ser técnicos e cientificos a partir do grau de periculosidade que a Covid representa . Estamos chegando aos 60. O primeiro grupo já está sendo protegido, o de idade. Agora incluímos comorbidades e linha de frente da Saúde, da educação e da limpeza urbana, que não pararam na pandemia — acrescentou.

Ele confirmou que vai liberar a abertura das escolas particulares e públicas a partir do fim de semana, conforme adiantou a coluna de Lauro Jardim. No caso dos grupos não considerados prioritários, o calendário seguirá normalmente conforme a idade.

A capital fluminense pretende vacinar pelo menos 150 mil pessoas por semana a partir do fim de abril. A prefeitura informou que está em discussão uma parceria para montar mais postos com as forças armadas.

Os prefeitos negaram que essa união entre eles representaria uma oposição ao governador Cláudio Castro, que apresentou calendário unificado que, na prática, só estabelecia prazos para as forças de segurança pública.

— O governador fez um calendário sugestivo. Nós demos um calendário mais técnico — avaliou Paes.