Rio poderá prorrogar 'passaporte da vacina' para entrada em cinemas, teatros, academias e atrações turísticas

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RIO — A prefeitura do Rio deve prorrogar a exigência do “passaporte da vacina” para entrada em cinemas, teatros, academias e atrações turísticas, que estava prevista para vigorar até este mês. O plano da capital era abolir a medida quando 90% dos adultos estivessem com o ciclo vacinal completo, chegando assim ao que chamam de “imunidade coletiva”. Esse percentual deve ser atingido esta semana já que ontem o painel da Secretaria municipal de Saúde mostrava que 89% dos cariocas com 18 anos ou mais — ou 69,6% da população total — já tinham tomado as duas doses ou a dose única.

Ao rever o plano, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirma que outros fatores passaram a ser levados em consideração para avançar na flexibilização. Além da cobertura vacinal, o Comitê Científico da prefeitura está considerando o alto número de turistas que devem chegar ao Rio nos próximos meses, sem que haja até agora a obrigatoriedade de apresentação do cartão de vacinação para os visitantes.

— Até este momento, não pretendemos abrir mão da exigência do “passaporte”. Esperamos algum controle, por parte do governo federal, sobre a vacinação daqueles que chegam ao Rio. A cidade receberá muitos turistas, e não há esse controle sobre quem chega nos aeroportos, por exemplo — afirmou o secretário.

De acordo com Soranz, o cenário epidemiológico será reavaliado, caso turistas sejam obrigados a apresentar comprovantes de vacinação.

— Se até o próximo dia 30 esse controle estiver sendo realizado, avaliaremos os índices de internação, contágio e vacinação, e pode ser que optemos por suspender a obrigatoriedade do passaporte. Mas, até este momento, os cartões de vacinação vão seguir sendo exigidos por tempo indeterminado — afirmou.

Atualmente para entrar no Brasil, segundo regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os viajantes devem apresentar apenas um exame PCR não detectável (negativo), realizado nas 72h que antecederam o embarque, ou exame negativo do tipo antígeno, realizado em até 24 horas antes. Crianças menores de 12 anos viajando acompanhadas não precisam apresentar o exame, desde que todos os acompanhantes tenham os documentos com resultado negativo ou não detectável. Não há a exigência de quarentena para estrangeiros e brasileiros que chegam ao Brasil.

Enquanto isso, na capital, o acesso a locais com a exigência do “passaporte da vacina” continua a ser feita mediante apresentação de um documento de identidade com foto e outro que comprove a imunização, como o certificado digital disponível na plataforma ConecteSUS, ou o comprovante no formato impresso em papel timbrado, emitido pelos postos de saúde. A caderneta de vacinação no formato impresso também é aceita.

Na lista de ambientes compartilhados, onde o “passaporte” é exigido, estão museus, galerias e exposições de arte e parques de diversões. Para frequentar conferências, convenções e feiras comerciais, também é necessária a apresentação do documento. Academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento e clubes sociais completam a relação, assim como cinemas, teatros, salas de concerto, salões de jogos, circos, pistas de patinação e pontos turísticos.

Neste domingo, na rede pública de saúde na capital, havia 77 pacientes internados com Covid-19. Número tão baixo assim só foi registrado em março do ano passado, no início da pandemia. Na vacinação, a prefeitura antecipou a aplicação da segunda dose da Pfizer para quem tem 20 ou mais. O intervalo caiu de 12 semanas para 21 dias. O objetivo do avanço é tentar reduzir o atraso: 88 mil cariocas de 40 a 64 anos, por exemplo, não voltaram aos postos para tomar a segunda dose.

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