Rio quer Réveillon e Carnaval sem restrições, se pandemia continuar a dar sinais de recuo

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***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO - RJ 04.09.2018 - Entrevista com Eduardo Paes candidato ao governo do Estado do Rio pelo DEM. (Foto: Raquel Cunha/Folhapress)
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO - RJ 04.09.2018 - Entrevista com Eduardo Paes candidato ao governo do Estado do Rio pelo DEM. (Foto: Raquel Cunha/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Prefeitura do Rio planeja permitir, sem medidas restritivas e exigência de distanciamento social, a realização das festas de Réveillon em dezembro e do Carnaval de fevereiro de 2022, desde que haja um controle da pandemia de coronavírus nos próximos meses. 

"A Prefeitura do Rio trabalha para que tanto o Réveillon quanto o Carnaval ocorram em sua plenitude sem a necessidade de qualquer medida restritiva. Mas somente será possível realizá-los desta maneira com a população vacinada e a pandemia de Covid-19 controlada", afirmou à reportagem, em nota, a assessoria do prefeito Eduardo Paes (PSD). 

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Na sexta-feira (1º), uma audiência da Câmara dos Vereadores do Rio discutiu a possível realização do Carnaval em 2022. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, sinalizou que a capital fluminense precisa de baixas taxas de contágio por coronavírus para poder receber o evento em fevereiro. 

"A expectativa é ter mais de 90% da população adulta carioca vacinada com a segunda dose até meados do mês de novembro. A gente acredita que até dezembro vamos ter um panorama epidemiológico muito diferente, se não tiver uma nova variante", afirmou o secretário. 

"Mas é uma doença nova, tem outras variáveis que podem interferir no processo, e é preciso cautela", acrescentou. 

Na mesma audiência, o presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), Jorge Perlingeiro, disse que o caminho seria adiar o desfile se houvesse necessidade de restrições. 

"Caso não possamos realizar o Carnaval em sua plenitude no mês de fevereiro, o espetáculo será prorrogado para julho. Não podemos reduzir o seu tamanho, nem em público, porque assim não teremos dinheiro para bancar o evento, nem em participação dos componentes", apontou Perlingeiro. 

Representantes de blocos de rua manifestaram preocupação com o pouco tempo de preparação e querem uma data limite para decisão sobre a festa. 

"A ciência e a vida estão acima de qualquer decisão. Não faremos Carnaval se os órgãos públicos não derem, em tempo hábil, o sinal verde de que há condições", afirmou Rita Fernandes, presidente da liga de blocos da Sebastiana. 

Em meio a um processo de reabertura de atividades, o Rio passou a exigir o chamado passaporte de vacinação. Com a medida, os cariocas precisam comprovar que tomaram a vacina contra a Covid-19 para ter acesso, por exemplo, a academias, estádios, cinemas, museus e feiras comerciais. 

O comprovante chegou a ser suspenso após decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). A medida, contudo, foi derrubada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, na semana passada. 

Conforme painel da prefeitura, 99,2% da população maior de 12 anos já recebeu a primeira dose ou a dose única da vacina contra a Covid-19. O percentual daqueles que já tomaram as duas doses ou a dose única dos imunizantes é de 65,9%. 

Na sexta-feira, a prefeitura informou que os casos notificados por Covid-19 e os atendimentos na rede de urgência e emergência por síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave "mantêm tendência de queda sustentada". Dados atualizados neste domingo (3) indicam que a taxa de ocupação de leitos hospitalares na rede pública da cidade é de 48%.

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