Rio registra alta nos roubos de carro e em ônibus no mês de setembro; homicídios também sobem

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O estado do Rio registrou alta no número de roubos de carro e em ônibus em setembro. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), houve 674 casos de assalto dentro de coletivos no mês passado, em um aumento de 15,8% na comparação com os mesmos 30 dias em 2020. Já os roubos de automóvel saltaram de 1.742, em setembro do último ano, para 1.998, acelerando 14,7%.

As situações envolvendo cargas levadas por bandidos, por sua vez, dispararam ainda mais no período, passando de 323 para 392, em um crescimento de 21,4%. Por outro lado, crimes como os roubos a pedestre e os de celular apresentaram queda. A redução no primeiro caso foi de 2,7%, de 3.567 para 3.472 ocorrências, e de 11% no segundo, caindo de 1.319 para 1.173.

Considerando todos os tipos de roubo, também houve alta em setembro, mas mais sutil do que a nos índices citados. Foram 9.239 casos no mês, ou 1,3% a mais do que os 9.124 computados no mesmo período do ano passado. Na média, é como se o estado produzisse uma vítima de assalto a cada menos de cinco minutos.

Já o número de homicídios dolosos, que desde 2017 vinha apresentando sucessivas quedas analisando somente o mês de setembro, voltou a subir pela primeira vez em quatro anos, chegando a 265 mortes — uma alta de 10,9% diante de 2020. No chamado trimestre móvel, que leva em conta a soma de julho a setembro, o aumento também existe, mas em menor grau: 2% (de 757 para 772). Já o acumulado do ano ainda indica desaceleração de 5,8%, passando de 2.659 a 2.505 homicídios.

Outra estatistica que apresentou alta em setembro foi a dos latrocínios, desta vez de 70%, de 7 para 12 casos. No caso das vítimas mortas durante assaltos, o crescimento se repete tanto no recorte do trimestre móvel (15,4%, de 26 para 30) quanto no acumulado dos nove primeiros meses do ano (18,2%, de 66 para 78).

Fenômento semelhante ocorreu com os homicídios decorrentes de intervenção policial, termo utilizado atualmente para se referir às mortes em confronto com forças de segurança. Os autos de resistência registraram aumento significativo nas três análises: 42,6% em setembro (54 para 77), 84,7% no trimestre móvel (157 para 290) e 17,2% ao longo de todo ano (935 para 1.096). Nos três casos, contudo, os índices seguem abaixo dos computados em 2019, ainda antes da pandemia da Covid-19.

A explosão nas mortes em confronto ajuda a explicar a alta no indicador de letalidade violenta no acumulado do ano mesmo com a queda nos homicídios dolosos. Além destes dois tipos de ocorrência, o índice inclui ainda os latrocínios e as lesões corporais seguidas de morte. Entre janeiro e setembro de 2021, houve 3.713 casos de letalidade no estado, uma flutuação de 0,8% acima dos 3.684 nos mesmos nove meses do ano passado.

A análise do trimestre móvel, contudo, mostra que as mortes violentas estão acelerando mais no período recente: neste caso, o aumento foi de 15,6% (de 949 para 1.097). Tratando somente de setembro, o percentual é ainda mais elevado, de 17,5%, já que o total de casos de letalidade passou de 303 para 356.

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