Rio retoma calendário da dose de reforço nesta quarta-feira; confira as datas

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RIO — A cidade do Rio retoma nesta quarta-feira a vacinação contra a Covid-19, após dois dias de postos fechados devido ao feriado de Finados. A aplicação da dose de reforço será para quem tem 64 anos ou mais, pessoas com alto grau de imunossupressão com 12 anos ou mais e profissionais da saúde que tomaram a segunda dose em abril.

Até o final da semana está programada a terceira dose para quem tem 63 anos, mas a continuidade do calendário depende da chegada de novas doses da vacina.

Quarta-feira (03/11) - 64 anos ou mais

Quinta-feira (04/11) - Mulheres de 63 anos ou mais

Sexta-feira (05/11) - Homens de 63 anos ou mais

Sábado (06/11) - 63 anos ou mais

Segunda-feira (08/11) - Mulheres de 62 anos ou mais

Terça-feira (09/11) - Homens de 62 anos ou mais

Quarta-feira (10/11) - 62 anos ou mais

Quinta-feira (11/11) - Mulheres de 61 anos ou mais

Sexta-feira (12/11) - Homens de 61 anos ou mais

Sábado (13/11) - 61 anos ou mais

Nos próximos meses a Secretaria municipal de Saúde do Rio, a Fiocruz e o Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino farão um estudo para avaliar a segurança, eficácia e os possíveis benefícios de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 em todos os adultos. A pesquisa avaliará, entre outras coisas, o comportamento da dose de reforço com diferentes combinações. Para isso metade do grupo receberá o imunizante da Pfizer — como atualmente acontece com idosos — e a outra parte será imunizada com a vacina produzida pela AstraZeneca.

O estudo, já aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), prevê que a primeira etapa seja “cega”. No primeiro momento o participante não saberá qual imunizante recebeu e a vacina será escolhida de forma aleatória por um sistema eletrônico. Somente após 60 dias da aplicação será informado para a pessoa qual imunizante ela recebeu.

Nos primeiros dois meses do estudo, os candidatos serão avaliados pelo menos três vezes, mas poderá haver outras consultas caso ocorra alguma reação, por exemplo. É nesses primeiros 60 dias que os pesquisadores querem reunir informações sobre a segurança da terceira dose em diferentes faixas etárias e combinações de vacina. A previsão é que os primeiros resultados preliminares sejam coletados no início do próximo ano.

— Como é um número grande de pessoas inclusas, a ideia é ter os mais diferentes perfis de idade e pessoas com comorbidades ou não. O estudo será acima de 18 anos, mas boa parte com mais de 60 anos já receberam o reforço, então pode ser que tenhamos menos idosos. Observaremos se há diferença no reforço homólogo (todas três doses da mesma vacina,) ou heterólogo (duas primeiras doses com uma fabricante e a terceira de outra). Já temos dados de segurança, mas teremos mais detalhes por faixa etária, comorbidades e as diferentes combinações de vacinas — explica o coordenador da pesquisa José Cerbino, médico Infectologista da Fiocruz e membro do Comitê Científico da Prefeitura.

Quem tiver interesse pode se cadastrar no site da Fiocruz (https://livs.ini.fiocruz.br/projetos/boost01), onde há um termo de consentimento que deve ser assinado antes. Para essa pesquisa só podem se candidatar moradores da cidade do Rio com 18 anos ou mais. Também é preciso ter completado o esquema vacinal com duas doses há pelo menos seis meses com as vacinas da Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer. Segundo Cerbino, os mais jovens que ainda não possuem o intervalo de seis meses poderão se inscrever futuramente caso as inscrições não tenham sido completadas. Caso o candidato seja aprovado, ele deve assinar um Termo de Consentimento, que já pode ser lido no site do estudo.

Após a primeira fase do estudo, serão selecionados cerca de três mil pessoas para serem acompanhadas durante um ano. Para essa etapa os pesquisadores querem avaliar a imunogenicidade, ou seja, a produção de anticorpos que cada um gerará com a dose de reforço. Para isso, serão coletadas quatro amostras de sangue (no dia da avaliação, um mês depois, seis meses depois e por fim, um ano após a aplicação da terceira dose).

— Veremos quais os níveis de anticorpos alcançaremos com esses reforços e a diferença em cada caso e idade. Também avaliaremos a efetividade, o quanto a dose de reforço conseguiu prevenir a infecção nesse grupo que será acompanhado durante um ano — diz o coordenador da pesquisa.

Este será o terceiro estudo sobre temas relacionados à efetividade da vacina feitos na cidade do Rio em parceria com a Fiocruz. O primeiro começou na Ilha de Paquetá — bairro da Zona Norte da cidade. Nele, todos os moradores acima de 18 anos foram imunizados com a AstraZeneca e os primeiros resultados preliminares apontam que 99% produziram anticorpos após a vacinação. Agora os pesquisadores estão debruçados em fazer diversas análises sobre os resultados por faixa etárias e de quem, por algum motivo, não produziu anticorpos.

O Complexo da Maré também foi alvo de outra grande ação que imunizou em massa os moradores da favela. Os resultados das amostras ainda são analisados pelos pesquisadores.

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