Rio suspende exigência de passaporte da vacina contra Covid

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 28-09-2021 - PASSAPORTE DA VACINA - O Tribunal de Justiça deSão Paulo passou a pedir vacina em seus fóruns e tribunais. Fórum João Mendes, região da Sé.(Foto: Ronny Santos/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 28-09-2021 - PASSAPORTE DA VACINA - O Tribunal de Justiça deSão Paulo passou a pedir vacina em seus fóruns e tribunais. Fórum João Mendes, região da Sé.(Foto: Ronny Santos/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), decidiu suspender a exigência de apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19 na cidade. A decisão, publicada em decreto nesta terça (26), seguiu recomendação do comitê científico.

"A proposta foi baseada no atual panorama epidemiológico, que se mantém favorável e estável, e pode ser alterada caso haja mudança neste cenário", afirmou em nota a Secretaria Municipal de Saúde após a reunião do grupo, que ocorreu nesta segunda (25).

Desde agosto do ano passado, o passaporte com as duas doses ou dose única era exigido em academias de ginástica, estádios, ginásios, cinemas, teatros e museus.

Em dezembro, passou a ser obrigatório também em bares, restaurantes, estabelecimentos de hospedagem e serviços de beleza. Na mesma data, o documento deixou de ser compulsório em shoppings, táxis e transportes por aplicativo.

Agora, não poderá ser exigido em nenhum lugar. Na prática, a cobrança não estava sendo cumprida pelos estabelecimentos de forma geral.

A decisão desta terça contraria o decreto anterior de Paes, de 7 de março, que dizia que o comprovante de vacinação só seria extinto depois que 70% de toda a população adulta da cidade tomasse a dose de reforço --o que a prefeitura esperava que acontecesse em três semanas.

Isso não ocorreu ainda porque a vacinação estagnou. Segundo o painel municipal, 62% das pessoas com mais de 18 anos receberam a terceira dose do imunizante, porcentagem que cai para 49% quando se considera toda a população.

A parcela de cariocas que não receberam o reforço é de 16% entre os idosos acima de 80 anos e vai subindo à medida que a faixa etária diminui, chegando a 60% entre os jovens de 20 a 29 anos. A terceira dose deve ser tomada por todos os adultos, com um intervalo de quatro meses.

Na reunião de segunda, os especialistas do comitê científico também ratificaram a urgência do envio de novas doses da Pfizer pelo Ministério da Saúde ao município, recomendando que a Secretaria de Saúde reivindicasse ao governo a definição de prazo da entrega.

A prefeitura detalhou na última semana o calendário da quarta dose para idosos abaixo de 71 anos: quem tem mais de 70 pode procurar os postos a partir desta quarta (27). Os que têm acima de 65 anos podem se vacinar a partir de 4 de maio, e acima de 60 anos, a partir de 11 de maio.

Assim como o resto do país, o Rio de Janeiro teve uma explosão de casos causados pela variante ômicron em janeiro, muito superior aos picos de 2020 e 2021. As internações também subiram, porém com menos intensidade. Logo depois, os números entraram em queda constante.

Há apenas nove pessoas internadas na rede pública da cidade nesta terça, o que representa 0,1% das internações gerais. A capital fluminense foi a primeira a abolir totalmente o uso obrigatório das máscaras, que deixaram de ser exigidas em espaços fechados em 7 de março.

O comitê científico deve voltar a se reunir em 16 de maio para analisar novamente o comportamento da doença.

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