Rio tem aglomeração em bares e festa eletrônica lotada em favela

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Bares do Lebon e Barra da Tijuca cheios. Uma festa de música eletrônica abarrotada na favela do Vidigal. A noite de segunda-feira (15) e a manhã desta terça (16) de Carnaval no Rio de Janeiro teve novas cenas de aglomerações apesar das recomendações das autoridades sanitárias em meio à pandemia do novo coronavírus. Imagens divulgadas pela TV Globo mostram a festa "Morro eletrônico", promovida no Alto Vidigal Bar & Lounge, com três andares lotados. O local tem uma roda de samba marcada para a noite desta terça e um show no sábado (21) com venda de ingresso pela internet. Antes do Carnaval, o prefeito Eduardo Paes (DEM) pediu para que as pessoas não comprassem ingressos e não fossem "otários", pois as festas não aconteceriam em razão da fiscalização da prefeitura. "Não comprem ingressos, porque tem enorme possibilidade de perder o dinheiro que vão gastar. Essas festas não vão acontecer. Não sejam otários de dar dinheiro a pessoas que não vão entregar o que estão prometendo", disse Paes, antes do Carnaval. Nesta terça, o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, disse que não poderia agir no Vidigal porque a favela tem atuação de traficantes armados. "Esse estabelecimento já vem sendo monitorado. As multas estão sendo aplicadas. Mas a prefeitura não vai realizar ações que coloquem risco a integridade das pessoas que residem na comunidade por se tratar de uma área de influência do crime organizado. Demandaria uma mobilização policial com risco de enfrentamento", disse Carnevale à TV Globo. Procurado, o bar não se manifestou até a publicação desta reportagem. Houve registro de novas aglomerações em bares na rua Dias Ferreira, tradicional ponto boêmio da pandemia no Leblon, e na rua Olegário Maciel, na Barra da Tijuca. Até a segunda-feira, a Seop afirma realizou 62 inspeções sanitários, lavrou 47 autos de infração e 24 interdições no período do Carnaval.