Rio tem campanha para compra de cestas básicas para mulheres lésbicas e bissexuais de favelas

·1 minuto de leitura

RIO — Começa nesta quinta-feira uma campanha de arrecadação de doações para a compra de cestas básicas para mulheres lésbicas e bissexuais e que moram em favelas do Rio. O objetivo dos organizadores é arrecadar R$ 42 mil para a distribuição de 600 cestas básicas. A ação é organizada por seis coletivos e pretende ajudar moradoras da Maré, Alemão, Cidade de Deus, Morro do Pinto, Providência e Cantagalo com a distribuição de 600 cestas básicas.

Segundo Dayana Gusmão, uma das lideranças da Resistência Lésbica, o movimento é vis ajdar essas mulheres porque elas são vítimas do machismo e a lesbofobia em ações de combate à fome.

— Somos excluídas das doações de cestas básicas das instituições religiosas que atuam nas favelas. A realidade é que pessoas LGBTI+ têm enfrentado situações de miserabilidade durante a pandemia. Os editais de fundos que foram lançados para acudir às minorias focam suas doações apenas em grupos mistos, fazendo com que o machismo e a lesbofobia estruturais se coloquem e imputem às lésbicas um total não lugar e não acesso a esses recursos. E como se sabe, as favelas têm em sua composição uma população sumariamente negra e feminina — diz.

A moradora do Complexo do Alemão Michele Seixas, coordenadora Política da Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL), conta que durante a pandemia é fundamental ações para o combate à fome:

— Essa união entre os coletivos de mulheres lésbicas e bissexuais de favelas é mais uma tentativa de a sociedade civil sanar os efeitos dessa desigualdade amplificada pela crise sanitária — afirma.

O link para a campanha de arrecadação é https://bityli.com/ApoieSapasContraACovid19

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos