Rio tem maior média móvel de mortes por Covid-19 desde o início da pandemia; 647 pacientes estão na fila por UTI

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RIO — A secretaria estadual de Saúde do Rio confirmou nesta terça-feira 347 novas mortes de Covid-19 em todo o estado. A média móvel do estado passa a ser de 229,7 óbitos por dia na última semana, o maior número desde o início da pandemia. Ao todo, desde o inicio da pandemia, 38,040 fluminenses perderam a vida por causa da doença e quase 661 mil já foram diagnosticados com o coronavírus.

São 647 pessoas à espera de um leito de UTI na rede pública do Rio, um pouco acima dos dados desta segunda-feira . Entretanto, das 2.136 vagas de terapia intensiva, 1.916 já estão ocupadas , tornando a fila por um leito três vezes maior que o número de vagas de terapia intensiva. A atual taxa de ocupação no estado é de 90% para UTI e 79% de leitos de enfermaria

Historicamente apenas parte dos municípios do Rio possuem vagas de UTI, sendo geridas principalmente em cidades maiores. Das 92 cidades, apenas 44 têm vagas de terapia intensiva para tratar o coronavírus. Já são 17 municípios que estão sem vagas para atender pacientes graves, sendo a pior situação em Rio das Ostras, que apresenta uma superlotação de 118%.

Das nove regiões de Saúde do Rio, apenas uma apresenta taxa de ocupação inferior a 80%.

Pelo 17º dia seguido o estado do Rio apresentou um aumento da média móvel de mortes da doença. A média móvel passa a ser de 2.307 casos e 229,7 mortes por dia. Em relação aos números de duas semanas atrás, houve um aumento de 104% na quantidade de óbitos, o que indica uma tendência de crescimento na intensidade do contágio por estar acima da marca mínima estipulada de 15%.

Segundo a SES, a mediana para um paciente conseguir um leito de enfermaria ou UTI diminuiu nas últimas 24 horas. Para conseguir um leito de terapia intensiva é de 8 horas e 4,5 horas para enfermaria. O cálculo leva em consideração o tempo em que 50% dos pacientes consegue uma vaga em leito destinado para o tratamento de Covid-19. No cálculo, quem ainda aguarda na fila né desprezado. A pasta porém, não informou o número de pacientes que aguardam há mais de 24 horas ou os critérios que utiliza para selecionar os casos que são considerado no cálculo.