Rio terá primeiro réveillon virtual com palcos espalhados em locais privados

Ricardo Rigel
·2 minuto de leitura
Réveillon 2020 Rio de Janeiro
Réveillon 2020 Rio de Janeiro

Uma das festas mais esperadas por cariocas e turistas, o réveillon do Rio terá um gostinho diferente esse ano. Por causa da pandemia da Covid-19, a tradicional queima de fogos nas praias da Zona Sul e em pontos do subúrbio da cidade não vai acontecer. Mas a Riotur garante que mesmo com todas as restrições, a festa vai rolar, só que dessa vez apenas pela TV e a internet.

Na semana passada, a prefeitura do Rio divulgou que a empresa SRCOM será a responsável pela organização do evento. E, segundo a Riotur, nesta semana começa o processo de escolha dos artistas e dos locais que receberão os seis palcos. Como são espaços privados ou que dependem de autorizações de órgãos federais, nenhuma locação ainda foi divulgada.

Fontes da Riotur, porém dizem que espaços como o Cristo Redentor e o Forte de Copacabana estão entre os possíveis endereços para os palcos. A previsão é de que sejam cerca de 15 artistas distribuídos por esses espaços, todos eles em local privado de acesso restrito, portanto sem a presença de público.

Segundo Fabrício Villa Flor, presidente em exercício da Riotur, todo o projeto será custeado integralmente pela iniciativa privada, sem a necessidade de aporte público, e foi desenvolvido para ser acompanhado de casa, por meio da televisão e das mídias digitais, visando a proteção da saúde do público:

— Esse novo modelo do Réveillon Rio 2021 reflete a responsabilidade social seguindo as normas estabelecidas pelo Gabinete Científico e, além disso, carrega uma atmosfera de renovação e reflexão para o novo ano.

Fabrício acrescenta que a tradicional queima de fogos está completamente descartada para a virada deste ano. Mas no lugar da pirotecnia, o público poderá conferir um show de luzes e projeções inédito, com iluminação em diferentes pontos da cidade do Rio, além de uma integração, também inédita, com outras cidades do estado do Rio. A direção artística do evento fica, pela 13ª vez, por conta do cenógrafo Abel Gomes. Ele também foi o responsável pela cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

— Temos um imenso desafio pela frente que é o de criar um novo conceito ajustado a uma realidade totalmente distinta, mas, ainda assim, tenho certeza de que vamos emocionar as pessoas sem colocar ninguém em risco — promete Fabrício Villa Flor.

Informações obtidas pela reportagem dão conta que o evento terá um palco principal, que além de receber os cantores, também abrigará o apresentador da festa. Será deste endereço, ainda não confirmado, que ele chamará os shows dos artistas nos outros locais da cidade. A ideia é que os palcos auxiliares recebam dois cantores. Ainda está prevista para a festa virtual uma homenagem às vítimas e aos profissionais que estão trabalhando no combate da pandemia da Covid-19.