Rio ultrapassa meta de vacinar 90% de pessoas com 60 anos ou mais, anuncia Secretaria Municipal de Saúde

Rodrigo de Souza
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A cidade do Rio ultrapassou a meta de vacinação contra a Covid-19 para pessoas com 60 anos ou mais. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Saúde Daniel Soranz durante a entrevista coletiva de divulgação do 16° boletim epidemiológico do Rio, que aconteceu nesta sexta-feira (23), no Centro de Operações Rio (COR), no Centro. Segundo os indicadores da prefeitura, 91,2% dos cariocas dessa faixa etária já foram imunizados com a primeira dose da vacina — o objetivo era alcançar os 90% até o fim desta semana.

— Hoje encerramos a vacinação dos idosos com mais de 60 anos, e amanhã a gente faz a repescagem desse público. Esse é um dos dados mais importantes para nós. Somos uma das primeiras capitais a vacinar todos os idosos acima dos 90 anos. São os grupos prioritários, porque são os grupos que mais internam e mais têm chance de evoluir a óbito. Nossa principal estratégia de cobertura vacinal é reduzir internação, reduzir número de casos graves e reduzir óbitos. Então, encerrar os idosos acima de 90 anos, para a gente, é um grande marco e uma grande conquista. Foi uma decisão da secretaria junto ao Plano Nacional de Imunização (PNI) priorizar esse público. Estamos à frente de várias cidades das Regiões Sul e Sudeste, à frente de várias capitais brasileiras. Essa decisão vai gerar efeitos epidemiológicos e nos nossos hospitais que vão poder ser mensurados muito rapidamente — disse Daniel Soranz.

Segundo o secretário, o próximo passo da prefeitura é iniciar uma "cruzada" para imunizar a totalidade dos cariocas com 60 anos ou mais.

— Já vacinamos mais de 90% (deles), mas não pode sobrar nenhum sem vacina. As unidades de saúde de toda a prefeitura começam agora uma cruzada para identificar todos os idosos que ainda não se vacinaram, cruzar bancos de dados. Agentes comunitários de saúde e médicos de clínicas da família vão intensificar a busca ativa a todos os idosos acamados que ainda não se vacinaram. A gente precisa muito da ajuda da imprensa e dos meios de comunicação para mostrar que a vacina é segura e para convencer os idosos a procurar uma unidade para se vacinar.

Soranz também fez um apelo pela conscientização da importância da segunda dose. Como ele anunciou na divulgação do boletim epidemiológico anterior, na última sexta-feira (16), 5% de todos os vacinados na cidade não voltaram para tomar a injeção de reforço do imunizante.

— Lembrando: na maioria desses idosos só aplicamos a primeira dose. Eles têm que voltar para tomar a segunda — afirmou.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vacinação em idosos reduziu a zero o número de surtos — eclosões locais de contágio que provocam três casos ou mais — em abrigos de longa permanência.

— Esse dado é importante por causa da vacinação. É um grupo prioritário da vacinação, que começou a ser vacinado em janeiro. O que a gente vê é que praticamente não temos nenhum surto atualmente em abrigos de idosos — afirmou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Márcio Henrique Garcia.

Em janeiro, segundo dados da prefeitura, foram contabilizados sete surtos da doença em abrigos de idosos. Em fevereiro, quatro, e em março, dois.