Risco de invasão russa da Ucrânia nas próximas semanas é de baixo a médio, diz general dos EUA

Phil Stewart e Idrees Ali
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General Tod Wolters em Siauliai, na Lituânia

Por Phil Stewart e Idrees Ali

WASHINGTON (Reuters) - Existe um risco "de baixo a médio" de a Rússia invadir a Ucrânia ao longo das próximas semanas, disse o general mais graduado dos Estados Unidos na Europa nesta quinta-feira, a primeira avaliação militar do tipo em meio à preocupação crescente com a movimentação de tropas russas em direção às fronteiras ucranianas.

O general da Força Aérea Tod Wolters não quis esclarecer a inteligência que justificou sua avaliação, que não indica que os militares norte-americanos acreditam em uma invasão russa a esta altura, mas que não descartam uma nem minimizam o risco.

Mais tarde, porém, Wolters insinuou que sua opinião sobre os riscos nas próximas semanas e meses se baseia ao menos em parte na disposição das forças russas.

O Pentágono não quis detalhar sua avaliação sobre o tamanho e a composição destas tropas, sugerindo aos repórteres que contatem Moscou – mas a Casa Branca revelou que a Rússia tem mais soldados na divisa leste da Ucrânia do que em qualquer momento desde 2014, quando anexou a Crimeia e apoiou a tomada de territórios efetuada por separatistas.

Instado por um parlamentar a estimar as chances de uma invasão nas próximas semanas, Wolters disse: "De baixas a médias".

Pressionado por outro parlamentar a explicar se este risco mudaria após este período, Wolters foi evasivo, dizendo: "A resposta é depende".

Mas se a trajetória atual continuasse a mesma, Wolters estimou que o risco de uma invasão poderia diminuir.