Risco-país tem maior alta desde 2008 e atinge 186 pontos

Painel da B3

RIO — Diante do tombo da Bolsa brasileira e da disparada na cotação do dólar, o Credit Default Swap (CDS, um "termômetro" da capacidade pagamento de uma nação) registrou a maior alta em 12 anos. No fechamento dos negócios desta segunda-feira, a alta do CDS foi de 30,28%, avançando para 186 pontos.

A última vez que o indicador subiu tanto foi em 22 de outubro de 2008, quando esses contratos encerraram os negócios com valorização de 49,8%.

O CDS é uma espécie de seguro contra um eventual calote de um país. Quanto maior a taxa, maior o risco percebido pelo mercado para aquela economia. Assim, o papel é um termômetro da confiança dos investidores no Brasil.

A disparada na percepção de risco sobre o país aconteceu em um curto espaço de tempo. Em 3 de fevereiro, por exemplo, o CDS operava nos 103 pontos. De lá até esta segunda, a alta foi de 74,4%.

Na leitura dos analistas, três fatores explicam a alta no risco-país: o temor global causado pela emergência global de coronavírus, a demora no andamento da agenda de reformas e o fraco desempenho da economia em 2019.