Risco de prédio desabar na região da 25 de Março faz bombeiros suspenderem trabalhos

SÃO PAULO, SP, 12.07.2022 - INCÊNDIO-SP - Fogo continua presente nos prédios atingidos por incêndio na região da 25 de Março, no centro da capital paulista, nesta terça-feira (12). Um dos prédios corre risco de desabamento, segundo os bombeiros. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 12.07.2022 - INCÊNDIO-SP - Fogo continua presente nos prédios atingidos por incêndio na região da 25 de Março, no centro da capital paulista, nesta terça-feira (12). Um dos prédios corre risco de desabamento, segundo os bombeiros. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após nova avaliação do prédio onde começou o incêndio que atingiu a região da rua 25 de Março, no centro paulistano, o Corpo de Bombeiros e a prefeitura decidiram nesta terça-feira (12) interromper os trabalhos de controle das chamas em razão do risco de desabamento da estrutura.

O incêndio no edifício teve início no domingo (10), por volta das 21h, e atingiu ao menos outros três imóveis no mesmo quarteirão.

Segundo o capitão André Elias, porta-voz do Corpo de Bombeiros, durante a manhã desta terça, foram vistas novas rachaduras na parte lateral do imóvel, além de algumas antigas que aumentaram de tamanho.

"Existe o risco do colapso da edificação", afirmou ele. "Algumas estruturas apresentaram comportamento anormal. A laje de alguns pavimentos chegou a apresentar uma certa curvatura", acrescentou.

"O prédio começou a emitir barulhos, estalos. Então, juntamente com o engenheiro da prefeitura, a gente achou por bem interromper os trabalhos, aumentar o perímetro, aumentar a segurança, até mesmo da população que está ao redor."

Devido aos problemas em sua estrutura, a corporação resolveu atacar os focos de incêndio apenas pela parte externa —na rua Comendador Abdo Schain— utilizando uma plataforma elevatória, presente em um dos caminhões.

Por volta das 16h, o porta-voz relatou que o prédio estava estabilizado, mas que ainda existia o risco de cair. Não há, ainda, uma previsão de quando os trabalhos serão encerrados.

Os bombeiros consideram o incêndio controlado, mas não extinto. Ainda há focos no interior do prédio comercial.

No mesmo horário, ainda era possível notar uma nuvem de fumaça sair de algumas janelas do prédio de 10 andares. Um líquido gerador de espuma era utilizado pelos bombeiros na tentativa de conter alguns focos de incêndio.

André Elias disse que foi solicitado o aumento do perímetro de segurança, impedindo que pessoas e lojas abrissem na região.

A corporação orientou as pessoas a não irem à região da rua 25 de Março. O trânsito na área, que chegou a ser parcialmente liberado pela manhã, voltou a ser interditado em seis pontos. O trajeto de seis linhas de ônibus está sendo desviado.

A maior parte das lojas da região já fechou. "A orientação foi de fechar para garantir a segurança de todos, porque o prédio está com grandes chances de desabar", diz a diretora-executiva da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências, Cláudia Urias.

No entanto, as ruas Barão de Duprat e Comendador Afonso Kherlakian estavam lotadas, com muitos curiosos aproveitando para fotografar o prédio.

Nesta tarde, havia interdição, com todos os comércios fechados, na rua 25 de Março, entre a rua Comendador Afonso Kherlakian e a ladeira Porto Geral. A rua Cavalheiro Basílio Jafet também estava fechada em toda a sua extensão.

O Metrô de São Paulo disse que o acesso à estação São Bento pela ladeira Porto Geral foi fechado a pedido dos bombeiros, mas que a estação e os demais acessos continuavam abertos e a operação dos trens ocorria normalmente.

Segundo informações da Polícia Civil, o fogo teria começado por volta das 21h de domingo (10) após uma explosão na altura do terceiro andar de um prédio comercial na rua Comendador Abdo Schahin.

Houve desabamento da estrutura da loja Matsumoto, que fica na rua Barão de Duprat, e do teto da Paróquia Ortodoxa Antioquina da Anunciação a Nossa Senhora, localizada na rua Cavalheiro Basílio Jafet.

De acordo com Roberto Monteiro, delegado da 1ª Delegacia Seccional do Centro, quando bombeiros tentavam chegar ao interior do prédio com oxigênio, teria ocorrido uma nova explosão, ferindo dois integrantes da corporação. Um deles teve 36% do corpo queimado. Ambos foram socorridos e levados ao pronto-socorro Tatuapé. O estado de saúde dos dois é estável.

De acordo com os bombeiros, o prédio não tinha AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). A prefeitura informou que a edificação é de 1948. No térreo funcionavam lojas e, nos demais andares, escritórios.

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