Rivais querem alcançar Nike na corrida pelo ‘super tênis’

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Eliud Kipchoge, do Quênia, inaugurou esta era em 2017 quando, em um evento da Nike, ele completou a distância da maratona em 2 horas e 25 segundos - batendo o recorde mundial em mais de 2,5 minutos. Porém, vale lembrar que esse tempo não conta como recorde oficial. REUTERS/Lisi Niesner TPX IMAGES OF THE DAY - RC189FC78110
  • Novo calçado da Nike promete melhorar desempenho de corredores casuais

  • Adidas e Puma estão buscando formas de diminuir distância para a Nike

  • Indústria de corrida de rua movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano

A indústria de tênis de corrida está passando por uma guerra. As grandes empresas como Nike, Adidas e Puma estão na briga pelo calçado perfeito para atletas, que têm aberto uma discussão sobre limites do quanto o calçado pode ajudar esportistas a quebrar marcas histórias. No final da década retrasada, um movimento parecido aconteceu na natação com os ‘super maiôs’, que acabaram banidos anos depois.

A polêmica tecnologia do "super tênis" - iniciada pela Nike com espuma elástica e placas rígidas em solas grossas - já tornou os melhores maratonistas do mundo mais rápidos, proporcionando um efeito de trampolim a cada passada.

As empresas começaram a colocar esses componentes em picos de esteira, historicamente um nicho de mercado de calçados minimalistas que agora inclui o Nike Air Zoom Victory banhado com fibra de carbono e que ainda não chegou no Brasil.

Agora, os mesmos recursos estão sendo filtrados para tênis projetados para os corredores casuais, que poderão experimentar os benefícios dos grandes atletas. Adidas e Puma perseguindo a Nike para aumentar sua participação no mercado global de tênis de corrida, que movimenta mais de US$ 10 bilhões/ano (R$ 55 bilhões).

“Você verá coisas ainda mais extremas quando chegar ao formato da entressola nos próximos dois ou três anos”, disse Bjorn Gulden, diretor executivo da Puma, em entrevista para a Bloomberg. A empresa alemã está usando a parceria com a equipe de Fórmula 1 da Mercedes para desenvolver um novo formato de tênis.

As empresas começaram a fazer experiências com placas de carbono há décadas, mas o conceito só floresceu com o advento de tipos de espuma extremamente leves - especialmente aqueles feitos de um material chamado Pebax. Só isso dá às pessoas um melhor retorno de energia a cada passo, e o efeito é intensificado com uma placa rígida interna para agir como um trampolim.

Eliud Kipchoge, do Quênia, inaugurou esta era em 2017 quando, em um evento da Nike, ele completou a distância da maratona em 2 horas e 25 segundos - batendo o recorde mundial em mais de 2,5 minutos. Porém, vale lembrar que esse tempo não conta como recorde oficial.

Outras empresas fizeram suas próprias versões. A Hoka One One produziu o Carbon X, usado em uma performance de 50 milhas recorde mundial. A New Balance fabricou o 5280, projetado para corridas de rua de 1 milha. E a Adidas lançou o Adizero Adios Pro, que tem cinco hastes de carbono sob os metatarsos das pessoas, em vez de uma única placa. Para corredores de longa data, é uma grande mudança na indústria.

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