RJ confirma primeiro caso importado da variante ômicron do coronavírus

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.03.2020 - Still de mão segurando uma seringa. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.03.2020 - Still de mão segurando uma seringa. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A cidade do Rio de Janeiro confirmou o seu primeiro caso importado da variante ômicron do coronavírus. A paciente é uma brasileira de 27 anos que mora em Chicago, nos Estados Unidos, e buscou atendimento na rede municipal assim que chegou ao Brasil, no último dia 13.

Ela tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19 em março deste ano, mas não recebeu a de reforço. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela está com sintomas leves, em isolamento domiciliar e sob monitoramento da pasta. As pessoas com quem ela teve contato testaram negativo.

Em São Paulo, a transmissão da nova cepa já é tratada como comunitária, conforme afirmou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na semana passada. Até agora são 13 casos confirmados na capital paulista, três deles divulgados na sexta (17) de pessoas que não viajaram.

Testes rápidos passaram a ser oferecidos na semana passada em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs), Prontos Atendimentos (PAs) e prontos-socorros para identificar ou descartar casos de Covid-19.

Eles passaram a ser feitos no momento em que a cidade enfrenta um surto de gripe do vírus influenza A H3N2, o mesmo associado à epidemia no Rio. No último dia 15, o aumento de casos gerava filas de até seis horas por atendimento na rede municipal paulistana, assim como grande procura por vacinas em clínicas particulares.

No último dia 14, a OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou que a velocidade de transmissão da variante ômicron segue um ritmo sem precedentes. Tedros Adhanom, diretor da entidade, afirmou que a nova cepa já foi encontrada em 77 países.

A ômicron acendeu o alerta da comunidade internacional por causa do seu grande número de mutações. As mais preocupantes são as presentes na proteína S, que são utilizadas pelo vírus para entrar nas células humanas.

Vacinas atuais têm essa proteína como alvo e, por isso, estudos estão sendo feitos para entender se elas poderiam ser menos eficientes contra a cepa.

A BioNTech e a Pfizer disseram que duas doses de seu produto resultaram em uma proteção significativamente mais baixa contra ela, mas que uma terceira dose aumentou os anticorpos neutralizantes em um teste em laboratório.

Outra pesquisa da Agência Britânica de Segurança da Saúde também indicou que duas doses da Pfizer ou AstraZeneca têm uma proteção bem menor contra a ômicron ao comparar com a delta, porém com a dose de reforço a proteção para infecções sintomáticas ficou em torno de 70% em ambas.

Estudos que miram uma terceira dose contra a cepa também estão sendo feitos por outras farmacêuticas. Uma dose da Moderna específica para a cepa, por exemplo, pode estar pronta em março de 2022. Já a Sinovac, empresa chinesa que produz a Coronavac, programa uma vacina atualizada em até três meses.

Mesmo com as incertezas, a OMS já ressaltou que os imunizantes disponíveis ainda são de extrema importância para barrar a transmissão do vírus e evitar mortes. Reforçou ainda a necessidade de usar máscara, evitar aglomerações, prezar por ambientes bem ventilados e fazer testes e sequenciamento genético.

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