RJ promete volta do público aos estádios e boates em setembro e “maior réveillon da história”

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The Mayor of Rio de Janeiro, Eduardo Paes, is seen during a ceremony where the Rio 2016 Olympic Pyre replica was enlightened, in front of the Candelaria Church in Rio de Janeiro, Brazil, on July 22, 2021. (Photo by ANDRE BORGES / AFP) (Photo by ANDRE BORGES/AFP via Getty Images)
Anúncio do programa "Rio de novo" foi feito por Eduardo Paes nesta quinta-feira (29) (Foto: André Borges/AFP via Getty Images)
  • RJ terá público nos estádios em setembro, mas todos deverão estar vacinados

  • Eduardo Paes, prefeito da cidade, prometeu "o maior réveillon da história" do Rio

  • Previsão é de que todos os adultos da cidade tenham tomado a primeira dose até 18 de agosto

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou um novo plano de flexibilização das medidas contra a covid-19 na capital fluminense. Serão três etapas diferentes do programa “Rio de novo” entre os meses de setembro e novembro e, para o réveillon, o prefeito prometeu “o maior da história”.

O Rio prevê que todos os adultos, ou seja, pessoas com mais de 18 anos, estejam vacinados com a primeira dose até 18 de agosto. Dessa forma, a última faixa etária deve estar imunizada até meados de novembro.

Além da reabertura gradual, Paes prometeu uma celebração de quatro dias, entre 2 e 5 de setembro, em toda a capital. As ruas serão fechadas, haverá DJs em pontos da orla e dia 3 de setembro será ponto facultativo.

A prefeitura prevê reabertura parcial dos estádios em setembro e a volta total do público em outubro – mas, todos os presentes deverão estar vacinados e de máscara. Segundo o secretário de Saúde, Daniel Soranz, os eventos terão monitoramento via Connect SUS e quem não estiver vacinado será barrado.

A ideia da prefeitura é que até 15 de novembro todos os adultos estejam vacinados e, assim, a máscara seja obrigatória apenas no transporte público. Essa é a data em que os adultos terminarão de ser vacinados. Sabe-se que o recomendado é esperar 15 dias após a segunda dose para considerar-se plenamente imunizado.

Segundo Paes, sempre há a possibilidade de voltar atrás na flexibilização, caso haja qualquer risco à população.

“Se houver necessidade, se o secretário de Saúde chegar para mim um dia e falar que não dá porque aumentou ou chegou uma nova variante, imediatamente a gente interrompe qualquer processo de abertura e pode impor novas medidas restritivas”, afirmou. “Tudo indica, nesse momento, os dados, internações, óbitos, que a gente vive um momento melhor. Não é um momento ideal ainda, por isso as restrições continuam e a abertura é gradual”.

Entenda como será a reabertura na cidade do Rio:

2 de setembro

Para que essa fase aconteça, 77% dos cariocas devem estar vacinados com a primeira dose e 45% com a segunda. Em todos os eventos será preciso usar máscara.

  • Liberação de eventos em ambientes abertos

  • Boates, festas e casas de shows: poderão funcionar com 50% do público, desde que todos estejam vacinados

  • Estádios: poderão funcionar com 50% do público, desde que todos estejam vacinados

17 de outubro

Para que essa fase aconteça, 79% dos cariocas devem estar vacinados com a primeira dose e 65% com a segunda. Em todos os eventos será preciso usar máscara.

  • Boates, festas e casas de shows: poderão funcionar com 100% do público, desde que todos estejam vacinados

  • Estádios: podem funcionar com 100% do público, desde que todos estejam vacinados

15 de novembro

Para que essa fase aconteça, 80% dos cariocas devem estar vacinados com a primeira dose e 75% com a segunda. 

  • Máscaras serão obrigatórias apenas no transporte público e em unidades de saúde

  • Circulação livre. Locais não terão mais restrição de capacidade ou necessidade de distanciamento.

Programa de reabertura prevê volta do público ao estádio em setembro (Foto: Reprodução)
Programa de reabertura prevê volta do público ao estádio em setembro (Foto: Reprodução)

Réveillon e carnaval

Paes ainda prometeu que a festa de ano novo será “a maior da história da cidade”. A previsão do prefeito é que, se tudo sair como planejado, o carnaval seja realizado também.

“Já estamos quase fechando os detalhes do apoio e do patrocínio que a prefeitura fará para as escolas de samba. Há uma cláusula que diz: 'Olha, caso não aconteça, na data programada, as escolas terão a obrigação de fazer numa data programada pela prefeitura'. Mas nós estamos programando diante dos dados – aí, desculpe, são os epidemiologistas que podem nos dizer – que a gente vai ter, sim, réveillon e carnaval”, declarou.

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