RJ: diferença de preços de arroz e feijão chega a 37%

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GLóRIA DE DOURADOS, BRAZIL - 2020/09/11: In this photo illustration packets of rice and beans are being displayed.
The price of the rice package has increased in Brazilian supermarkets. The product was sold for 5 reais now costs 40 reais. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
GLóRIA DE DOURADOS, BRAZIL - 2020/09/11: In this photo illustration packets of rice and beans are being displayed. The price of the rice package has increased in Brazilian supermarkets. The product was sold for 5 reais now costs 40 reais. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Variação de preços de arroz e feijão chega a até 37%, considerando mesma marca e município;

  • Levantamento foi solicitado pela Secretaria Estadual de Defesa ao Consumidor ao Procon-RJ;

  • Estado do Rio de Janeiro quer reduzir ICMS sobre arroz e feijão para tentar reduzir preços;

Uma pesquisa realizada pelo Procon Estadual do Rio de Janeiro (Procon-RJ) e divulgada pelo jornal Extra, identificou uma variação de até 37% nos preços de sacos de arroz de uma mesma marca e de até 35% nos custos de quilos de feijão de uma mesma marca, em diferentes supermercados de um mesmo município. O levantamento foi solicitado pela Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor do Estado do Rio de Janeiro.

O Estado, com a pesquisa solicitada, segundo o Extra, desejava apurar se a isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedida pelo estado sobre a circulação destes dois alimentos pode trazer redução de preço ao consumidor. Além do arroz e feijão, outros itens da cesta básica, como óleo de soja, leite, ovos, açúcar, sal, fubá, macarrão, farinha de trigo e farinha de mandioca também foram pesquisados em 11 municípios das regiões Metropolitana, Serrana, da Costa Verde dos Lagos, Norte e Sul Fluminense.

"O arroz e o feijão são alimentos que não podem faltar na mesa dos brasileiros. A lei foi sancionada justamente para ajudar os mais necessitados. Solicitei ao Procon-RJ que fizesse essa pesquisa para podermos realizar o monitoramento, e acompanhar se o desconto do ICMS de fato chegará até os consumidores e também estimular a concorrência entre os fornecedores", afirmou Léo Vieira, secretário estadual de Defesa do Consumidor, ao jornal Extra. 

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Servidores estaduais coletaram os valores em 34 estabelecimentos localizados nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Nova Iguaçu, Nilópolis, Magé, Macaé, Campos dos Goytacazes, Barra do Piraí, Mangaratiba, Cabo Frio e Nova Friburgo. A pesquisa e a análise dos preços foram realizadas entre 20 e 29 de outubro.

Na capital, os servidores identificaram a maior variação de preços do arroz de todo o estado. O mesmo pacote de 1kg foi encontrado por R$ 5,12 e R$ 6,99, uma oscilação de 37%. Enquanto isso, o feijão era vendido a R$ 6,79 e R$ 8,19, com diferença de 21%. A maior variação no interior do estado foi nos municípios da Baixada Fluminense, onde os nilopolitanos podem pagar até 30% mais caro pelo arroz e 22% pelo feijão, ou no Sul do Estado, em Campos dos Goytacazes, onde os agentes constataram variação de mais de 30% tanto no arroz, quanto no feijão.

Os agentes também identificaram grande variação de preços nos outros itens pesquisados que fazem parte da base alimentar dos brasileiros. Com variação percentual acima de 90%, estava o macarrão, no Rio de Janeiro, e o sal, em Macaé. Segundo a pesquisa, a economia que o consumidor pode fazer ao comprar o leite em Niterói, é de R$3,91. Já a diferença de preço do fubá chegou a R$2,60 em Campos dos Goytacazes que também foi encontrada no açúcar comercializado em Cabo Frio.

Outros itens tiveram variações, segundo a pesquisa: a farinha de trigo oscilou até 49% no Rio de Janeiro. Enquanto a farinha de mandioca chegou a oscilar 33% em Nilópolis. O óleo pôde ser encontrado a R$ 8,49 e R$ 10,99 em Mangaratiba. Fechando os itens pesquisados da cesta básica, a caixa de ovos de 12 unidades chegou a custar R$ 6,99 e R$ 8,19 em Cabo Frio.

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