Robô do PIX: perfis golpistas com mais de 600 mil seguidores fazem promessas e tiram dinheiro e dados nas redes

Em mais uma modalidade criminosa, golpistas têm usado diferentes promessas de dinheiro fácil via Pix para tirar dinheiro e dados confidenciais de vítimas pelas redes sociais. Um levantamento da empresa de cibersegurança PSafe identificou uma rede de perfis falsos com mais de 600 mil seguidores e 365 mil curtidas utilizando supostos pagamentos via PIX praticar crimes.

O levantamento foi feito entre maio e junho. Nos perfis nas redes, os criminosos chamam a atenção das vítimas marcando os perfis em postagens que informam que a pessoa ganhou um prêmio em dinheiro. As publicações dizem que as vítimas devem entrar em um link e preencher dados para supostamente fazer o resgate.

Outra abordagem, que tem até anúncios pagos em buscadores da internet, acontece através de posts com falsas promessas de retornar um valor até dez vezes superior que a quantia que a vítima transfere ao golpista.

Outros perfis oferecem "sorteio" do PIX: nessa modalidade, a vítima é direcionada a um site onde deve inserir dados pessoais e bancários, como do cartão de crédito. Nesse momento, os criminosos ficam de posse de diversos dados sensíveis que serão utilizados posteriormente para aplicar golpes como clonagem de cartão de crédito.

– De janeiro a junho deste ano, já bloqueamos quase 12 milhões de tentativas de estelionato virtual, que são golpes que tentam induzir as vítimas a realizar algo, como transferência bancária ou fornecimento de dados sensíveis, com o objetivo de obter ilicitamente alguma vantagem. Isso quer dizer que, por dia, tivemos mais de 65 mil tentativas. É um número bem alarmante – afirma o executivo-chefe de segurança da PSafe, Emilio Simoni.

Especialistas da empresa indicam que o principal cuidado para se precaver de possíveis golpes nas redes é desconfiar de qualquer oferta ou promoção online que ofereça uma grande vantagem, principalmente as que solicitam preenchimento de dados pessoais para a obtenção do prêmio.

Caso a mensagem venha acompanhada de um link, a pessoa pode utilizar o verificador de URLs do dfndr lab, laboratório especializado em cibersegurança da PSafe, para saber se o site é legítimo ou não.

Mesmo assim, muitas vezes os criminosos conseguem desenvolver mensagens e endereços da web que parecem legítimos. Assim, com as diferenças quase imperceptíveis, o risco de cair em um golpe pode não ser eliminado. Outra estratégia é usar alguma ferramenta que monitore o aparelho, que bloqueie e alerte links perigosos recebidos dentro do WhatsApp, Messenger, SMS e até navegador.

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