Roberta Flack é diagnosticada com ELA: 'É impossível cantar'

A cantora, pianista e compositora Roberta Flack, de 85 anos, foi diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (ELA) e ficou impossibilitada de cantar, conforme comunicado divulgado nesta segunda-feira. Ganhadora do Grammy, Roberta é intérprete de sucessos como "Killing Me Softly With His Song" e "The First Time I Ever Saw Your Face". Segundo Suzanne Koga, empresária da artista, falar também se tornou uma tarefa difícil para ela.

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Em uma mensagem de otimismo, Suzanne afirmou que "será preciso muito mais do que a [doença] ELA para silenciar esse ícone.”

A ELA é uma doença caracterizada pela degeneração progressiva de neurônios motores localizados no cérebro e na medula espinhal. Ela afeta os músculos que controlam a alimentação, a caminhada, a fala e outras funções.

O comunicado diz que a artista “planeja permanecer ativa em suas atividades musicais e criativas” por meio de sua fundação homônima e outros caminhos. “Sua coragem e alegria em abraçar a música que a ergueu para os holofotes internacionais permanecem vibrantes e inspiradores”, concluiu. Além dos quatro prêmios Grammy que ganhou ao longo da carreira, Roberta também recebeu da premiação um pelo conjunto da obra, em 2020.

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A notícia da doença da artista chega no momento em que "Roberta", um documentário sobre sua vida, está prestes a ser lançado no DOC NYC, um festival de cinema em Nova York. A sessão presencial será no próximo dia 17 de novembro e, a on-line, no dia 18. O filme é dirigido por Antonino D’Ambrosio.

Segundo o diretor e roteirista Jaie Laplante, D'Ambrosio “criou um monumento maravilhoso a um gênio musical singular e inclassificável". “A profundidade e complexidade de suas escolhas líricas e temáticas, bem como a sofisticada mistura de influências clássicas e soul em seu estilo, tudo surgiu de uma mulher que questionou cuidadosamente seu papel e identidade ao longo de sua vida”, concluiu.