Roberto Alvim diz que frase de Goebbels foi 'coincidencia retórica', mas que 'frase é prefeita'

O secretário classificou as semelhanças de seu discurso com o de Goebbels como uma "coincidência retórica" mas defendeu que "a frase em si é perfeita". (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

RIO - Após gerar indignação com um vídeo em que copia uma citação do ministro de propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, o secretário especial de Cultura de Jair Bolsonaro, Roberto Alvim, usou suas redes sociais para falar sobre o assunto. O secretário classificou as semelhanças de seu discurso com o de Goebbels como uma "coincidência retórica" mas defendeu que "a frase em si é perfeita".

"O que a esquerda está fazendo é uma falácia de associação remota: com uma coincidência retórica em UMA frase sobre nacionalismo em arte, estão tentando desacreditar todo o PRÊMIO NACIONAL DAS ARTES, que vai redefinir a Cultura brasileira... É típico dessa corja. Foi apenas uma frase do meu discurso na qual havia uma coincidência retórica.eu não citei ninguém. E o trecho fala de uma arte heróica e profundamente vinculada às aspirações do povo brasileiro", escreveu Alvim.

Apesar de afirmar que jamais citaria Goebbles, o secretário reconheceu a semelhança entre ambos os discursos e afirmou que "a frase em si é perfeita".

"Não há nada de errado com a frase. Todo o discurso foi baseado num ideal nacionalista para a Arte brasileira, e houve uma coincidência com UMA frase de um discurso de Goebbles... Não o citei e JAMAIS o faria. Foi, como eu disse, uma coincidência retórica. Mas a frase em si é perfeita: heroísmo e aspirações do povo é o que queremos ver na Arte nacional.