Roberto Kovalick revela rotina para estar à frente do 'Hora 1' na madrugada: 'Almoço com bife às 8h da manhã'

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Quando é dia no Brasil, no Japão é noite. De 2009 a 2013, Roberto Kovalick viveu nessa rotina invertida como correspondente da TV Globo na ''terra do sol nascente''. Embora tenha voltado para São Paulo em 2016, o jornalista, de 56 anos, continua com horários trocados no comando do ''Hora 1''. Para estar ao vivo das 4h às 6h da manhã, de segunda a sexta-feira, ele segue uma rotina bem curiosa.

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— Acordo às 23h e tomo café às 23h30. Chego no estúdio à meia-noite e finalizo algumas pendências como editor-chefe até entrar ao vivo, às 4h. Saio de lá por volta das 7h e, às 8h, almoço, com bife e tudo. Já o jantar é ao meio-dia. Logo depois, passo a usar óculos escuros dentro de casa para simular o entardecer e enganar o cérebro, para dormir às 15h. Às 14h30, já estou bocejando. Aprendi a montar essa rotina com ajuda de médicos e nutricionistas — detalha Kovalick, que admite precisar de muita disciplina para respeitar os horários incomuns: — No Japão, aprendi a ser disciplinado. É essa disciplina que me ajuda a manter hábitos saudáveis e a fazer o que preciso para trabalhar nesse horário.

Na segunda-feira, o telejornal estreia um novo cenário, no mesmo local onde são exibidos o “Jornal hoje” e o “Jornal da Globo”.

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— A partir de agora, o jornal vai estar dentro da redação. Isso vai deixá-lo mais ágil, com as notícias chegando mais frescas. E apesar de estar no mesmo estúdio dos outros telejornais, o cenário vai ter as cores do “Hora 1”, com tons que lembram o sol. Decidimos estrear esse cenário mais moderno justamente por causa das Olimpíadas (que acontecem em Tóquio, a partir do próximo dia 23). Como vai ter muita gente acordada acompanhando as competições, elas vão saber do “Hora 1”, e nós queremos estar bem na foto — destaca.

Apesar da agenda confusa, o ex-correspondente conta que há vantagens na quase ''vida de vampiro'':

— Estou tão desacostumado com engarrafamento que não consigo calcular direito o tempo para chegar nos lugares. Às vezes, acho que vou estar em certo ponto da cidade em 15 minutos, quando levo meia hora em um horário convencional. Por isso, também, acaba sobrando mais tempo útil no meu dia. Tem esse lado bom. Posso curtir a manhã com a minha filha, por exemplo. Hoje (Kovalick conversou com o EXTRA na quarta), pude vê-la andando de bicicleta pela primeira vez no parque. Quem trabalha em horário comercial não pode fazer isso.

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A pequena Kiara, de 7 anos, e a mulher dele, Karina, são compreensivas com o seu cotidiano:

— Elas também tiveram que se adaptar porque não é fácil viver nesse horário. Mas, felizmente, entendem. Minha filha percebe a necessidade do papai ir dormir às 3h da tarde.

Como é o dia de Roberto Kovalick

Às 23h - Hora de acordar

Às 23h30 - Ele toma o café da manhã

À meia-noite - Chega aos Estúdios Globo em São Paulo

Às 4h - Kovalick apresenta o telejornal, que fica ao vivo até 6h

Às 8h - O jornalista almoça, com direito a arroz, feijão, bife e tudo mais

Ao meio-dia - Está na hora do jantar!

Às 15h - O editor-chefe dorme, depois de usar óculos de sol dentro de casa. Nos fins de semana, ele se recolhe às 18h

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