Robinho: Vice-presidente do Brasiliense revela que jogador foi oferecido ao clube e recusado

Após o portal Uol noticiar uma movimentação para Robinho voltar a atuar no futebol, a vice-presidente do Brasiliense Luiza Estevão revelou que o jogador foi oferecido e recusado. Aos 38 anos, o atacante está sem clube desde 2020 e, há um ano, foi condenado definitivamente pela Justiça italiana por participação no estupro coletivo de uma jovem.

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A dirigente se pronunciou depois que a reportagem citou o Brasiliense como um dos clubes que teriam procurado Robinho. Em sua conta no Twitter, negou a informação.

"Brasiliense procurou e empresários ofereceram e ouviram um 'NÃO' são duas coisas completamente diferentes", explicou Luiza Estevão.

Quem realmente se interessou pelo atacante foi a Portuguesa Santista, onde ele foi visto participando de algumas peladas com amigos. O vice-presidente e diretor de futebol do clube paulista, Emerson Coelho, admitiu o desejo. Segundo o portal, Robinho cogita a volta ao futebol.

- Ele é um baita jogador. Quem não gostaria? Mas há esse problema (a condenação por estupro). Nós seguimos nossa vida e ele a dele. Esperamos que ele resolva a vida dele na parte jurídica. O que houve foi uma conversa. A Portuguesa Santista ter o Robinho seria muito legal, mas ficou apenas no campo da conversa - disse Emerson Coelho ao Uol.

Entenda o caso

Robinho foi condenado a nove anos de prisão por violência sexual, junto de seu amigo Ricardo Falco. O crime aconteceu em uma boate em Milão, na Itália, em 2013 e ambos foram condenados, em última instância, a nove anos de prisão. O julgamento ocorreu no dia 19 de janeiro do ano passado, na Corte de Cassação de Roma, que no ordenamento jurídico italiano é equivalente ao Supremo Tribunal Federal no Brasil. Robinho e seus advogados apresentaram na época o último recurso, que foi negado pela corte italiana.

A Justiça italiana chegou a pedir a extradição do atacante para que ele cumprisse a pena. Mas o governo brasileiro negou a solicitação. O Brasil não extradita seus próprios cidadãos.

De acordo com a acusação, Robinho e cinco amigos estavam na mesma boate que a vítima e ofereceram bebida a ela, até que ficou inconsciente e sem poder reagir. Uma reconstituição feita pelo Ministério Público mostrou que o grupo levou a mulher para um camarim da casa noturna e, se aproveitando de seu estado, praticou "múltiplas e consecutivas relações sexuais com ela".

Um telefonema grampeado mostrou Robinho dizendo ao amigo Jairo Chagas, que o alertara sobre a investigação: "Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu".

"Os caras estão na m*. Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei naquela garota. Vi os outros f* ela, eles vão ter problema, não eu. Eram cinco em cima dela", afirmou na ocasião. Mas, após Chagas dizer que havia visto o ex-atacante "colocar o pênis dentro da boca" da mulher, ele respondeu: "Isso não significa transar".