Robô artista é "solta" por autoridades do Egito após ficar dez dias presa

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Foto: Getty Images
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  • Ai-Da, uma robô artista, foi presa na semana passada após suspeitas de agentes da alfândega no Egito;

  • Segundo Aidan Meller, criador da robô, os guardas fronteiriços suspeitaram do modem interno e das câmeras;

  • Estas últimas são essenciais para a produção artística de Ai-Da, que usa de algoritmos de IA para criar suas obras.

Após dez dias “presa”, Ai-Da, uma robô artista, foi liberada na última quarta-feira (20) por agentes da fronteira do Egito. O motivo da prisão se deu pela crença de que a robótica interna contivesse ferramentas secretas de espionagem. A função da robô era mostrar seu trabalho na Grande Pirâmide de Gizé, na quinta-feira (21).

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Depois da liberação da robô, a embaixada do Reino Unido afirmou, em comunicado, estar grata pela solução do caso.

De acordo com Aidan Meller, criador da Ai-Da, que buscou homenagear a matemática Ada Lovelace com o nome, os guardas da fronteira primeiramente suspeitaram do modem interno e depois das câmeras contidas no robô.

Para Meller, retirar o modem era uma opção, mas não a câmera, objeto essencial para as habilidades de pintura de Ai-Da, que utiliza algoritmos de Inteligência Artificial para transformar as informações gravadas em obras artísticas. 

Após esforço da embaixada do Reino Unido, o incidente teve um desfecho positivo. O trabalho da robô é parte da primeira exibição contemporânea de arte nas Pirâmides do Egito em 4.500 anos. A exposição “Forever Is Now” vai até dia 7 de novembro.

As informações são da BBC News.

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