Rodízio de veículos em São Paulo passa a valer das 20h às 5h

FÁBIO MUNHOZ
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou no início da tarde desta quinta-feira (18) que irá alterar os horários do rodízio municipal de veículos. A medida tem como objetivo fazer com que os cidadãos dependam menos do transporte público nos horários de pico, além de provocar a diminuição na circulação de pessoas pela cidade no período noturno. A partir da próxima segunda-feira (22), o rodízio passa a funcionar das 20h até as 5h do dia seguinte. O horário do rodízio segue o do toque de recolher anunciado neste mês pelo governador João Doria (PSDB). "Ao invés de [o rodízio] ser das 7h às 10h e das 17h às 20h, vamos liberar nesses dois horários para que as pessoas possam ter a opção do carro e não depender do transporte público", afirmou o prefeito. O calendário do rodízio continua a ser definido de acordo com o final da placa dos veículos. Carros com placas terminadas em 1 e 2 não podem circular na segunda e assim sucessivamente. As medidas foram divulgadas durante coletiva de imprensa que anunciou a antecipação de cinco feriados municipais para o período entre os dias 26 de março e 1º de abril. O objetivo é reduzir o número de pessoas em circulação pelas ruas. Serão antecipados os outros dois feriados municipais que ainda estavam previstos para 2020 (Corpus Christi e Consciência Negra) e os três de 2021 (também inclui o aniversário da cidade, no dia 25 de janeiro). No ano passado, também houve antecipação de feriados municipais e estaduais. Covas avalia que a medida teve bons resultados e espera que a cidade volte a atingir "os bons índices" na casa de 60%. Na última quarta-feira (17), mesmo com o aumento das restrições, a taxa de isolamento na capital ficou em 43%. Covas acrescentou que, durante o mega feriadão, a oferta de transporte público será mantida. Ou seja, os ônibus municipais não seguirão escala de um feriado comum, em que, geralmente, a frota é reduzida. "Nesta semana a gente tem rodado com 47% a 50% da demanda normal que temos na cidade de São Paulo. Temos metade dos passageiros e quase 90% dos ônibus circulando. No ano passado, mais de um bilhão de reais foram gastos para manter a frota acima da demanda e vamos manter isso", disse Covas, ao descartar ampliar a ampliação da frota para 100%.