Rodeado de sigilo, Evo Morales segue em Havana para extirpar tumor

Havana/La Paz, 31 mar (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, continua em Havana, onde deveria se submeter nesta sexta-feira a uma cirurgia para extirpar um tumor benigno da laringe, embora até o momento não tenha sido confirmado se já passou pela sala de cirurgia.

Morales, que está em Cuba desde ontem, está internado no militar Centro de Pesquisas Médico Cirúrgicas (Cimeq), em uma área residencial do oeste da capital cubana, e ao contrário do dia anterior, neste dia não esteve ativo no Twitter.

A única informação divulgada nesta sexta-feira sobre o estado do presidente boliviano é que a preparação para a intervenção cirúrgica avançava com normalidade e que estava sendo submetido a exames pré-operatórios de rotina.

O ministro da presidência boliviano, René Martínez, que viajou à ilha caribenha junto com Morales, disse em entrevista à rádio estatal da Bolívia que a preparação do presidente para a cirurgia de sua laringe tem um "avanço positivo".

Desde que Evo Morales chegou à ilha caribenha não foi divulgada nenhuma imagem sua.

A operação para extirpar um pequeno tumor benigno da laringe tem uma duração estimada de entre 10 e 15 minutos e estava prevista para entre os dias 7 e 8 de abril, mas foi antecipada por recomendação médica depois que Morales se recuperou de uma virose, segundo declarou o próprio antes de viajar a Cuba.

O presidente boliviano decidiu operar-se na ilha caribenha depois que cinco médicos de seu país não conseguiram curá-lo de uma disfonia, segundo o Executivo boliviano, embora não seja a primeira vez que recorra a médicos cubanos e em mais de uma ocasião tenha aproveitado viagens a Havana para submeter-se a revisões de saúde.

As autoridades bolivianas preveem que a recuperação possa durar cerca de uma semana antes que o governante possa voltar a seu país e, enquanto permanecer no exterior, será o vice-presidente, Álvaro García Linera, quem exercerá a presidência interina.

Os sinais de rouquidão de Evo Morales começaram a ser percebidos no último mês de janeiro, quando fez um longo discurso para comemorar seus 11 anos no poder.

O nódulo foi descoberto depois que o presidente boliviano precisou ser atendido no início deste mês em Cuba após sentir sintomas de disfonia, sinusite e dores no abdômen. EFE