Rodeio de Jaguariúna: polícia ouve amigos e analisa imagens para investigar estupro de jovem

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Francine denunciou ter sido estuprada nas redes sociais - Foto: Reprodução
Francine denunciou ter sido estuprada nas redes sociais - Foto: Reprodução
  • Francine utilizou as redes sociais para denunciar que sofreu um abuso no Rodeio de Jaguariuna

  • A jovem afirma que não lembra da ação e, por isso, acredita que foi dopada

  • Ela só descobriu o crime após sentir dores e consultar um médico

A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (2) que ouviu três amigos da jovem de 23 anos que denunciou ter sido estuprada no Rodeio de Jaguariúna. As informações são do G1.

Os agentes divulgaram detalhes da investigação que apura o crime na tradicional festa do interior de São Paulo, realizada no último fim de semana.

Segundo a polícia, foram ouvidas na última quarta (1º) duas jovens que estavam no rodeio com a vítima, a estudante de medicina veterinária Francine Andrade. O terceiro depoimento foi de um amigo que encontrou a mulher depois do evento.

O conteúdo das falas, porém, não foi divulgado pelos agentes. Nesta quinta-feira, eles trabalharão para ouvir novas testemunhas.

A Polícia Civil explicou, ainda, que analisou as 53 câmeras de segurança do rodeio, mas também não divulgou o conteúdo encontrado.

A corporação, agora, aguarda o exame de corpo de delito realizado por Francine.

Entenda o caso

Estudante e influenciadora digital, Francine relatou nas redes sociais ter sido dopada e estuprada durante o Rodeio de Jaguariúna. Na última quarta, ela foi à delegacia para prestar esclarecimentos.

"Eu não sei o que fazer. Eu estou arrasada em ter que falar por meus pais que eu fui estuprada. Que dor que eu estou sentindo. Inconsciente, sem ver quem era", declarou.

Francine disse que não lembrava da ação e que procurou ajuda médica após sentir dores na última segunda-feira (29). Por isso, ela acredita que foi dopada antes de sofrer a violência.

"Já chorei muito. Não sei como contar isso aqui. Acabei de correr atrás de BO [Boletim de ocorrência], fui no IML de Mogi Guaçu. Fiz o exame, o doutor da polícia constatou que realmente houve estupro, mas não soube me dizer se foi um, dois ou três. Não sei o que fazer."

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