Rodrigo Caio, do Flamengo: "Não vamos mudar nossa forma de jogar no Mundial"

Joshua Law, Yellow and Green Football

Antes do Liverpool, o Al-Hilal. Ao mesmo tempo em que projeta o possível duelo contra os ingleses, o zagueiro prega foco na semifinal de hoje, garantindo que o Flamengo vai manter seu jogo ofensivo no Mundial.

De onde vem essa confiança desse time do Flamengo?

Do trabalho. Do dia a dia, do Mister, dos jogadores, da comissão, de todos que estão envolvidos. Quando você trabalha, quando faz as coisas certas, tudo conspira a favor. Eu penso dessa forma. Na vida. Por isso você tem que acreditar sempre e mais. Para você acreditar, você tem que estar trabalhando, tem que estar se esforçando, se dedicando, fazendo por merecer. Conquistamos a Libertadores por merecimento. Lutamos, num jogo extremamente difícil, atípico, diferente, por todas as circunstâncias do jogo, mas a gente fez por merecer. Com trabalho, com dedicação.

Vocês chegam ao Mundial com a mesma mentalidade?

Sem dúvida. Com a mesma filosofia, mesmo pensamento. Não vamos mudar a nossa forma de jogar em nenhum momento. Não é porque a gente vai jogar contra uma equipe média ou a melhor equipe do mundo, que pode ser o Liverpool se a gente chegar na final contra eles, [que vai mudar]. A gente tem que jogar da nossa forma. A gente tem a nossa forma de jogar, tem uma mentalidade, nossa forma de se defender e atacar. E a gente vai jogar contra todas as equipes da mesma forma. É isso que nos dá confiança para jogar contra qualquer equipe.

Mesmo os times sul-americanos que ganharam o Mundial, ganharam numa bola.

Sim. A gente provou que tem condições de jogar de igual para igual. Sabemos que o tempo de trabalho do Liverpool, se a gente chegar na final, é muito maior. A gente sabe que eles têm grandes jogadores. Mas temos condições de chegar na semifinal, vencer, chegar na final e fazer um jogo de igual para igual. Sempre respeitando a equipe deles. Respeitamos sempre, mas fazemos nosso jogo, jogando da forma que a gente joga sempre. O risco faz parte do nosso jogo. Desde que o Jorge Jesus chegou, foi muito assim. E ele gosta disso, o time dele é isso. É arriscar, mas com segurança sempre. É jogar com pressão alta, com a linha alta. Essa é a forma de o Flamengo jogar e é a forma de o Liverpool jogar. São equipes, em questões táticas, muito parecidas.

Você falou com Firmino, Fabinho ou Alisson recentemente?

Falei bastante com o Fabinho, Firmino também um pouco. Eles falaram que estavam torcendo muito para a gente vencer a final [da Libertadores] para encontrá-los. Seria bacana. Fabinho eu tenho um pouco mais de intimidade, fomos muitas vezes para a seleção olímpica juntos. Ele é um cara muito bom. Infelizmente, se machucou. Será bem bacana encontrá-los, espero que seja na final.

Liverpool tem uma fraqueza?

Aí é difícil...

Você vê os jogos?

Eu vejo quase todos os jogos da Premier League, gosto bastante. Não me vejo jogando na Premier League, mas é um futebol que eu gosto muito. Pela intensidade, pela forma dos jogos. Acho que é parecido com o futebol brasileiro, porque tem muitas equipes boas. Não é aquele campeonato que só tem duas equipes. Tem seis, sete que são fortes, que brigam. Quando jogam entre elas, se torna um jogo atraente. A gente precisa estudar bem e acredito que no momento certo o Mister vai passar todos os pontos negativos e positivos da equipe do Liverpool.

A memória de 1981 é intensa. Como é estar dentro desse clube, prestes a reviver algo tão especial?

Parece que a gente está voltando no tempo: jogar uma final de Mundial contra o Liverpool. Claro que a gente precisa passar pela semifinal, a gente tem que viver jogo a jogo, isso é o mais importante. Mas seria especial demais. Chegar numa final contra o Liverpool, reviver essa história e escrever a nossa história também.