Rodrigo Garcia evita tratar Doria como candidato e diz que polícia irá reagir

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo e pré-candidato ao cargo, Rodrigo Garcia (PSDB), evitou tratar o ex-governador João Doria (PSDB) como candidato à Presidência da República e disse que a polícia vai reagir e atirar em criminosos.

As afirmações foram feitas durante sabatina realizada por Folha de S.Paulo e UOL com postulantes ao Palácio dos Bandeirantes.

Rodrigo Garcia alcançou 6% na pesquisa Datafolha de abril, empatado no limite da margem de erro com Tarcísio de Freitas (Republicanos). A corrida é liderada por Fernando Haddad (PT), com 29%, à frente de Márcio França (PSB), com 20%.

Rodrigo assumiu o cargo no início de abril, após João Doria (PSDB) deixar o cargo para tentar se viabilizar como candidato a presidente. No entanto, depois disso, o PSDB decidiu que a escolha seria feito entre partidos da chamada terceira via, grupo formado também pelo União Brasil e MDB.

O governador defendeu as credenciais de Doria e disse que ele é o mais experiente dos pré-candidatos. No entanto, afirmou que o nome dele deve ser submetido aos partidos da terceira via e citou credenciais também de Simone Tebet (MDB), a quem classificou como uma "mulher de fibra" e "com muita experiência".

O tucano disse que através de pesquisas o grupo vai identificar o "que melhor representa o futuro do Brasil". "Eu defendo o nosso candidato do PSDB, João Doria, e vamos aguardar a discussão desse centro democrático".

"Entendemos que o centro democrático, os partidos que não querem eleger nem Lula nem Bolsonaro escolhem um único candidato. Esse esforço da melhor via está sendo feito", disse. "Eu vou lutar enquanto governador, agente político, para que a gente consiga manter esse centro democrático unido".

Rodrigo repetiu o discurso de que não é candidato de ninguém e tenta se esquivar da nacionalização da pesquisa. "Eu não sou candidato de A ou de B, sou candidato da minha história, de tudo que construí por São Paulo e pelo que penso para o futuro de São Paulo. São Paulo não vai andar na garupa de ninguém nessas eleições nacionais".

Na segurança pública, ele reafirmou discurso duro e disse que "a ordem minha é que se cumpra a lei em São Paulo". "Bandidos que reagirem e levantarem a arma para a polícia vão tomar bala. Falei isso sim porque acredito que a polícia deve e vai reagir contra o crime. Bandido que não quer ser morto não reaja quando for abordado", disse.

Ele também afirmou ser a favor das câmeras em uniformes policiais e que o problema na cracolândia é complexo e não será resolvido em dois anos.

Outras sabatinas estão confirmadas: Vinicius Poit (Novo), nesta quarta, às 16h; Altino Junior (PSTU), no dia 5, às 10h; Gabriel Colombo (PCB), no dia, às 16h; Tarcísio de Freitas (Republicanos), no dia 6, às 10h; e Fernando Haddad (PT), no dia 6, às 16h. As sabatinas são ao vivo, e cada pré-candidato tem direito a 60 minutos de fala. Veja aqui todas as datas.

RAIO-X:

RODRIGO GARCIA

Nasceu em maio de 1974, em Tanabi (SP). Atual governador de São Paulo, foi criado em São José do Rio Preto (SP), é advogado e dono de uma empresa de agropecuária. Começou a trabalhar como assistente técnico na Câmara dos Deputados e alcançou espaço na política como deputado estadual, federal e secretário estadual. Foi aliado de Gilberto Kassab (PSD). Foi secretário de Governo e vice-governador do Estado.

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