Rodrigo Garcia nega saída do PSDB e diz apoiar Bolsonaro sem pedir nada em troca

Rodrigo Garcia, que declarou apoio ‘incondicional’ a Bolsonaro na última terça-feira (4), negou que está de saída do PSDB e afirmou que a aliança foi firmada 'sem pedir nada em troca'. (Foto: Getty Images)
Rodrigo Garcia, que declarou apoio ‘incondicional’ a Bolsonaro na última terça-feira (4), negou que está de saída do PSDB e afirmou que a aliança foi firmada 'sem pedir nada em troca'. (Foto: Getty Images)

O governador de São Paulo Rodrigo Garcia (PSDB), afirmou não ter pedido nada em troca para apoiar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo, no segundo turno.

Segundo o tucano, a manifestação é coerente com a trajetória política dele e ocorreu sem nenhum pedido de recompensa.

"O incondicional significa 'sem nenhum pedido em troca'. Eu não pedi, não fiz nenhuma troca para poder apoiar e declarar o meu voto ao presidente Bolsonaro e ao Tarcísio, porque nesse segundo turno nós temos dois lados, o lado do PT e esse outro lado, e esse é o meu lado. Aliás, é o lado onde sempre estive, desde os meus 20 anos de idade, quando comecei a militar na vida pública", afirmou. "Total coerência na minha decisão e na minha declaração de voto", disse, durante agenda em Santo André, no ABD paulista.

Questionado sobre a possibilidade de deixar o PSDB e ir para o União Brasil, como estariam sugerindo nos bastidores, Rodrigo afirmou que essa é uma discussão inexistente.

"Não há nenhum tipo de decisão [sobre sair do PSDB e ir para o União Brasil], isso é especulação política. O PSDB é um partido plural. No 1º turno, o Aloisio apoiou o Lula, e a nossa candidata era a Tebet, ninguém questionou isso", disse.

Garcia declarou apoio ‘incondicional’ a Bolsonaro na última terça-feira (4), durante uma transmissão ao vivo em rede social.

Depois disso, o PSDB liberou diretórios para apoiarem quem quiserem no segundo turno. Contudo, a decisão do governador foi criticada e levou a baixas na gestão dele. O presidente da Desenvolve SP, Sergio Suchodolski, Rodrigo Maia e mais duas secretárias deixaram seus cargos no dia seguinte a declaração.

Em agosto, durante entrevista, Garcia afirmou que não daria ‘palanque para o presidente’ em São Paulo.