Rodrigo Maia assume secretaria no governo Doria

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*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL 30.09.2019 João Doria (Governador do Estado de São Paulo) e Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados). Coquetel da 16ª edição de
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL 30.09.2019 João Doria (Governador do Estado de São Paulo) e Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados). Coquetel da 16ª edição de

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ex-presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (sem partido - RJ), 51, assumirá o cargo de secretário de Projetos e Ações Estratégicas na gestão de João Doria (PSDB) no Governo de São Paulo.

Doria é pré-candidato à Presidência da República em 2022, disputa as prévias nacionais do PSDB e tem em Maia um nome que circula bem nos campos político e econômico.

A informação foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo e anunciada por Doria nesta manhã.

A nomeação de Maia como secretário faz parte do movimento político de Doria para consolidar sua candidatura —ambos são defensores da chamada terceira via em 2022. Mais do que coordenar projetos, é esperado que ele agregue apoio de nomes nacionais da política a Doria.

O tucano, nos últimos meses, abriu mão de nomes técnicos para incorporar políticos em seu secretariado e, assim, melhorar a relação com parlamentares, prefeitos e líderes partidários.

Presidente do PSDB de São Paulo e secretário de Desenvolvimento Regional do governo Doria, Marco Vinholi diz não haver um olhar político na nomeação de Maia.

"A vinda de Rodrigo Maia traz um grande ganho de gestão para São Paulo. Não é um olhar mais político, mas sim a experiência de um dos homens públicos mais preparados da Câmara Federal agregando ao governo", diz.

O movimento também pode aproximar Maia de uma filiação ao PSDB, depois de flertes com PSD e MDB. "Não discutimos a filiação neste momento, mas o convite foi público, feito pelo governador João Doria", afirma Vinholi.

Maia é o reforço político de maior peso no governo até agora. Em março, Cauê Macris (PSDB), ex-presidente da Assembleia de São Paulo, assumiu a Casa Civil com a missão de reconstruir pontes entre Doria e a classe política, após uma série de escorregões do tucano. Já em maio, o ex-deputado estadual Itamar Borges (MDB) foi nomeado secretário da Agricultura como uma forma de contemplar o partido aliado. A nomeação de Maia era negociada nos bastidores.

Maia passa a integrar o Governo de São Paulo após acumular seguidas derrotas políticas. Primeiro tentou viabilizar mais uma reeleição para o comando da Câmara, mas acabou vendo a possibilidade ser derrotada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que rejeitou a tentativa de atropelo à Constituição.

Fora do páreo, escalou Baleia Rossi (SP), presidente nacional do MDB como seu candidato, mas acabou derrotado, em fevereiro, por Arthur Lira (PP-AL), esse com apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Com a derrota, Maia rompeu com ACM Neto, presidente nacional do DEM, e deixou o partido, de onde acabou expulso. Maia reclamou de ter sido abandonado pela própria legenda na eleição para a sua sucessão no comando da Câmara.

Nos meses seguintes, Maia fez várias críticas ao ex-colega, afirmando, por exemplo, que ACM Neto tinha um caráter menor que sua altura, era malandro e levou o partido para o colo de Bolsonaro. ​

O rompimento entre Maia e ACM Neto ficou escancarado mesmo dia em que Doria filiou seu vice-governador, Rodrigo Garcia (então no DEM), ao PSDB para que ele fosse o nome do partido na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2022 —o que inviabilizou a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

Na ocasião, em maio, ACM fez duras críticas a Doria por, na visão dele, forçar a saída de Garcia do DEM.

Maia e Doria, por sua vez, são aliados políticos e ambos adversários de Bolsonaro. O ex-presidente da Câmara já custumava frequentar o Palácio dos Bandeirantes e participava de reuniões do governo.

De acordo com o governo paulista, Maia será responsável por "agilizar os projetos de desestatização, acelerando as parcerias público-privadas e as concessões em andamento do Governo de São Paulo".

"A experiência do Rodrigo Maia à frente da Câmara fortaleceu nele a capacidade de dialogar com governos, sociedade civil e setor produtivo, com eficiência e credibilidade", disse Doria.

"Todas as reformas que passaram sob sua liderança só foram possíveis por causa do diálogo, do senso de urgência e do olhar estratégico de quem sabe o que é verdadeiramente importante para o país", completou o tucano.

Para abrigar Maia no governo, Doria criou uma nova secretaria —são 26 no total. A área de privatizações e concessões era parte da secretaria de Projetos, Orçamento e Gestão, comandada por um aliado de Garcia, Nelson Baeta Neves Filho.

Originalmente, contudo, a gestão dos projetos e parcerias era diretamente subordinada à Garcia, que, além de vice-governador, é secretário de Governo e atua como espécie de gerente de Doria. Garcia continua na presidência do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas e, portanto, segue com poder de decidir sobre o tema.

Garcia, no entanto, como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, tem se dedicado mais a sua candidatura ao governo paulista e, consequentemente, acumulando menos funções em sua pasta. Caso Doria de fato deixe o governo em abril de 2022 para disputar a Presidência da República, Garcia assumirá o cargo.

Nos últimos meses, Garcia vestiu o figurino de candidato e intesificou viagens ao interior, inaugurações e entrevistas coletivas. Adotou ainda uma nova estratégia de redes sociais.

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