Rodrigo Maia busca Cidadania para destravar aliança entre Cesar e Freixo

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Lideranças do PSDB e do Cidadania se encontram nesta sexta-feira para tentar destravar a formalização do nome do tucano Cesar Maia como vice na chapa encabeçada por Marcelo Freixo (PSB) ao governo do Rio. Pelo fato de haver uma federação entre os dois partidos, a indicação de César como vice de Freixo significaria o desembarque da candidatura de Rodrigo Neves (PDT), que oficialmente ainda é apoiada pelos dois partidos. O encontro será mediado pelo vice-presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt, e terá a presença do deputado e ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PSDB), que é filho de Cesar. Nos bastidores, a família Maia não esconde a vontade de integrar a aliança com o pessebista. Porém, membros do Cidadania ainda se mostram resistentes.

— Vamos conversar, sim. Mas, rigorosamente, defendemos o apoio a Rodrigo Neves, na chapa que agora tem o Felipe Santa Cruz (PSD) como vice. Não declaramos apoio a outra pessoa sem fecharmos o entendimento da federação entre PSDB e Cidadania, que precisa ser coerente e estadual e nacionalmente. As conversas estão começando. Tecnicamente, a federação é como um 'partido único'. Caso aceitemos indicar o Cesar como vice do Freixo, o Cidadania não poderá estar com o Rodrigo Neves — diz Comte, que reitera a necessidade de decisão nas próximas semanas.

Caso o impasse que envolve a indicação de César para vice de Freixo não seja resolvido entre as lideranças regionais do PSDB e Cidadania, a questão "sobe" para a Executiva nacional da federação. Um colegiado de 18 nomes, que possui número maior de tucanos, votará a questão.

Aproximação entre Maia e Freixo

A aproximação com a família Maia é bem vista pela equipe de Freixo, que busca ampliar o alcance da candidatura e vê em Cesar um administrador tarimbado, capaz de quebrar a resistência de parte do eleitorado à inexperiência do pessebista no Executivo. Caso se concretize, a aliança replicaria o conceito da dobradinha feita na campanha ao Palácio do Planalto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice em sua chapa, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB), e permitiria que o mote publicitário girasse em torno da “união de forças contra o bolsonarismo”, representado no Rio pela candidatura de Castro.

Por ter sido alvo frequente de Jair Bolsonaro (PL), enquanto ocupou a presidência da Câmara, interessaria a Rodrigo a posição de oposição aos ideais do presidente no estado da família. Questionado sobre a possibilidade de se coligar a Freixo, o vereador Cesar Maia não negou a negociação. Até então, a família Maia não se manifestava sobre o assunto.

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