Maia diz que é "grave" Bolsonaro indicar cloroquina: "isso é questão da área médica"

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Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images
Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que nenhum político, nem mesmo o presidente da República, tem a atribuição de recomendar o uso de medicações e considerou "grave" a recente defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do uso da hidroxicloroquina, medicamento contra malária que não tem comprovação de eficácia contra a Covid-19.

Bolsonaro anunciou na terça-feira estar contaminado com o novo vírus e fez questão de declarar que já havia começado a tomar o remédio antes mesmo da divulgação do resultado do exame a que se submeteu.

"Eu não acho que o presidente, nem eu, nem ninguém, deve ficar aqui tratando de qual remédio orientar a sociedade a tomar", disse Maia em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (08).

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"Isso é questão da área médica. E é até grave que o presidente trate desse assunto", afirmou o deputado.

Na terça-feira, Bolsonaro chegou a publicar vídeo nas redes sociais tomando comprimido de hidroxicloroquina.

Maia acrescentou considerar o tema "muito delicado", sobre uma doença nova, um vírus novo, e que traz mudanças e adaptações frequentes dos protocolos. Para ele, que informou a morte da tia de sua esposa durante a entrevista por Covid-19 nesta quarta-feira, o assunto é atribuição da área médica.

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O presidente da Câmara aproveitou ainda para rechaçar agressões a Bolsonaro por conta de sua situação de saúde e disse estar torcendo por sua recuperação.

"Da mesma forma que critico quando sou agredido, ou quando o Supremo é agredido, também acho errado quando o presidente da República é agredido", disse, sem se referir a uma situação específica.

Bolsonaro diz que há torcida contra cloroquina

Diagnosticado com coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as redes sociais para dizer que se sente bem e que ainda viverá muito.

“Aos que torcem contra a Hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”, escreveu.

No mesmo dia em que anunciou que havia testado positivo para a Covid-19, Bolsonaro viu a OMS (Organização Mundial da Saúde) reforçar a ineficácia da cloroquina no combate ao novo coronavírus.

***Com informações de Maria Carolina Marcello, da Reuters

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