Rodrigo Maia sobre PIB: 'Setor privado sozinho não vai resolver todos os problemas'

Bruno Góes
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira que a lenta recuperação econômica do Brasil já era esperada. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de apenas 1,1% em 2019.

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Para Maia, a "principal mensagem" com a divulgação do dado é a necessidade da participação do Estado no crescimento e no desenvolvimento do país.

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— Já era a expectativa, uma expectativa que infelizmente foi confirmada, não tão positiva. Os números mostram uma queda do volume de investimento público, uma queda de serviços na área pública, o que prova que a aplicação do Orçamento, os investimentos públicos, são muito importantes também para ajudar o crescimento econômico — disse Maia.

É o terceiro ano seguido que o Brasil cresce cerca de 1%. No ano, o PIB brasileiro totalizou R$ 7,3 trilhões. Já o PIB per capita ficou estagnado em R$ 34.533, com alta de só 0,3%.

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O crescimento econômico de 1,1% no ano passado veio dentro do esperado pela equipe econômica. Diante dos números fracos, o governo preferiu olhar para o que considera mudanças estruturais no cenário econômico, como a queda na concessão de créditos direcionados, tocados pelo BNDES.

— A gente não consegue organizar um país apenas com as reformas, cortando, cortando, cortando. Isso tudo é fundamental: reforma administrativa, previdenciária, tributária. Agora, para o Brasil crescer, é importante que a gente olhe que o setor privado sozinho não vai resolver todos os problemas — acrescentou o presidente da Câmara.