Rodrigo Mussi revela ter sofrido abuso sexual na infância: "Foi muito difícil"

Rodrigo Mussi fala pela primeira vez ao
Rodrigo Mussi fala pela primeira vez ao "Fantástico" após grave acidente (Foto: Reprodução/Globo)

Rodrigo Mussi deu a sua primeira entrevista após o grave acidente de carro que sofreu em março. Na conversa, exibida no "Fantástico" na noite deste domingo (29), o ex-participante do "Big Brother Brasil 22", além de falar sobre a recuperação, relembrou o passado difícil e revelou ter sofrido abuso sexual na infância.

"Eu nasci num lar bem difícil, de pais que se agrediam na minha frente, chegavam bêbados. Minha mãe saía para trabalhar e me deixava com uma mulher que abusava de mim na época", contou Rodrigo. Segundo o ex-brother, os abusos sexuais começaram quando ele tinha cerca de cinco anos de idade e se estenderam por três anos: "Eu tenho algumas lembranças desse abuso. É uma das poucas coisas que eu tenho da infância. Isso foi muito difícil", acrescentou.

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"Uma pergunta que eu fazia para mim mesmo é: 'até quando vou lutar?'", declarou o gerente comercial ao reviver as lembranças difíceis. "[Depois do acidente] eu pensei: 'De novo? Até quando eu vou lutar?'", acrescentou, lamentando o período em que ficou internado. "Eu lutei a vida toda para ser independente e ali eu estava sendo dependente".

Ao final da entrevista, ao ser perguntado sobre a lição que tira de tudo o que aconteceu com ele, Rodrigo disse que só conseguia ser grato: "Vou ser grato pelo resto da minha vida por essa segunda chance na minha vida. É uma chance que eu tive e eu não vou desperdiçar. Eu quero devolver para o mundo de uma maneira diferente, de uma maneira melhor. Que eu contribua para o mundo de uma maneira ainda melhor. E viver. Viver muito", concluiu.

Relembre o acidente

Retornando de uma partida de futebol no estádio do Morumbi, na madrugada do dia 31 de março, o carro de aplicativo em que Rodrigo estava se envolveu em uma batida contra com um caminhão. Como estava sem cinto de segurança, o ex-BBB acabou sendo arremessado à parte da frente do carro. Ele foi levado ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, e foi internado. Ele teve traumatismo craniano e uma lesão na coluna vertebral, e passou por cirurgias na cabeça e nas pernas.

Após o acidente, o gerente comercial teve parte da função renal debilitada, que melhorou com o tratamento intensivo no hospital. A extubação (ou retirada de tubo endotraqueal) começou em abril, visto que a respiração e a pressão arterial de Rodrigo haviam melhorado. Em maio, ele iniciou um novo tratamento com fisioterapia robótica, método que permiti tornar a reabilitação do paciente muito mais rápida.

O motorista do veículo, Kaique Faustino, admitiu à polícia que pode ter adormecido por alguns instantes enquanto estava ao volante. Recentemente, a Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre o acidente e constatou que o motorista, de 24 anos, foi "imprudente" e apontou "excesso de jornada de trabalho não fiscalizada pelo aplicativo de transporte individual". Segundo a polícia, Kaique não foi indiciado porque lesão corporal culposa é considerado um crime de menor potencial ofensivo.

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