Rodrigo Neves diz que escândalo da Ceperj é tentativa de comprar a eleição

Para Neves, governador atual não entregou programas capazes de melhorar a vida da população do RJ; Candidato criticou escândalo da Ceperj - Foto: FERNANDO SOUZA/AFP via Getty Images
Para Neves, governador atual não entregou programas capazes de melhorar a vida da população do RJ; Candidato criticou escândalo da Ceperj - Foto: FERNANDO SOUZA/AFP via Getty Images
  • Rodrigo Neves diz, em sabatina, que escândalo da Ceperj é uma tentativa de comprar a eleição;

  • Fundação é investigada por criar uma folha de pagamento secreta;

  • Neves ainda criticou Marcelo Freixo e desconversou sobre alianças.

O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Rodrigo Neves (PDT), afirmou em sabatina promovida pelo Extra, Valor e CBN que o escândalo da Fundação Ceperj é uma tentativa do atual governador, Cláudio Castro (PL), de comprar votos para se reeleger.

Investigada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Fundação é acusada de criar uma folha de pagamento secreta. As primeiras denúncias apontavam contratações sem transparência, cujos cargos seriam usados para alocar apadrinhados de aliados do governo. Há relatos de funcionários fantasmas, pagamentos a funcionários públicos e a políticos que disputam as eleições neste ano.

“Como que um candidato desse à reeleição, diante da tragédia que estamos vivendo, tem ou teria algum tipo de chance? Tem ou teria porque eles estão fazendo o que nós estamos vendo nas ruas. O que é o escândalo do Ceperj? É uma tentativa de comprar a eleição no RJ diante da ausência completa de entregas à população e de ações que pudessem ter melhorado a vida do povo do RJ nos últimos quatro anos”, criticou Neves.

O candidato ainda disse que os governos de “Wilson Witzel e Cláudio Castro são uma vergonha no que diz respeito à segurança pública” e reclamou de posicionamentos do adversário Marcelo Freixo (PSB) no que diz respeito à troca de partido – já que Freixo era do PSOL -, falta de experiência e postura em relação à descriminalização das drogas. “Ele sempre foi um cara meio artificial, mas tem se transformado num fake”, opinou.

Corrupção e alianças

Na sabatina, Neves comentou sobre a prisão de 2018, dentro de um desdobramento da Operação Lava-Jato, em ação encerrada por falta de provas. O candidato apontou que é inocente e que foi “sequestrado” em sua casa na época.

“O que aconteceu naquele final de 2018 é absolutamente inimaginável em um regime democrático. Fui sequestrado da minha casa. Um empresário de fora de Niterói prestou uma falsa delação porque tinha relação com meus adversários em Niterói. Tenho 20 anos de vida pública, não acumulei patrimônio e nem respondo por nenhuma ação de improbidade”, argumentou.

Ele ainda criticou Freixo por citar o episódio, já que algo similar teria acontecido com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem o adversário apoia. Sobre possíveis alianças, Neves desconversou.

“A eleição do Rio é a mais importante da história. É fundamental para defender a democracia. Fundamental para a própria existência do estado. Nosso candidato é o Ciro, um dos mais preparados. Um homem íntegro, preparado. Tem pessoas na minha coligação que apoiam a Tebet, o Lula. Governador não pode ser inimigo, nem capacho do presidente”.