Rodrigo Neves diz que foi preso com base em "falsa delação premiada”

Neves foi acusado de receber propina na época em que era prefeito de Niterói (FERNANDO SOUZA/AFP via Getty Images)
Neves foi acusado de receber propina na época em que era prefeito de Niterói

(FERNANDO SOUZA/AFP via Getty Images)

  • Rodrigo Neves diz que foi preso em 2018 "com base em uma falsa delação premiada";

  • Candidato ao governo do RJ alegou que rivais tentaram ‘roubar’ a prefeitura de Niterói;

  • Ele classificou o episódio como uma "barbaridade".

Rodrigo Neves, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PDT, classificou sua prisão no âmbito da Operação Lava-Jato, em 2018, como uma “barbaridade”. Ele participou, nesta quinta-feira (22), de sabatina promovida pela Veja.

Na época, Neves era prefeito de Niterói e foi acusado de receber propina. Até o momento, não foi condenado.

“Com base em uma falsa delação premiada de um empresário de Resende, que tinha ligação com meus opositores em Niterói e no estado, fizeram essa ação para tentar tomar de assalto a prefeitura para haver uma nova eleição”, justificou, destacando que o então vice-prefeito da cidade tinha se afastado do cargo para assumir como deputado estadual.

Durante a entrevista, Neves propôs melhorias para a área de saúde, prometendo modernizar o sistema de gestão de agendamento de consultas para diminuir as filas. “Ninguém consegue marcar uma consulta se não tiver um pistolão político”, criticou.

Ele também disse que irá retomar os Centros Integrados de Educação Públicas (Ciep’s), em tempo integral, implantados nos governos de Leonel Brizola, e conceder subsídios ao serviço da Supervia, de forma a reduzir o tempo de viagens de trens metropolitanos.

Caso eleito, Neves pretende focar na retomada da economia local e na geração de emprego, por meio de incentivos à atividade industrial e repactuando o acordo de recuperação fiscal ao qual o estado se submete.

Em terceiro lugar na pesquisa do Ipec, o pedetista tem 6% das intenções de voto. À frente dele, está Cláudio Castro (PL), com 37%, e Marcelo Freixo (PSB), com 27%.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui)o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)