Rodrigo Neves diz ser contra aborto e 'casamento religioso homossexual'

Candidato pelo PDT no Rio, Rodrigo Neves afirmou que não vê necessidade em mudar a legislação atual que permite a união civil entre pessoas do mesmo sexo (FERNANDO SOUZA/AFP via Getty Images)
Candidato pelo PDT no Rio, Rodrigo Neves afirmou que não vê necessidade em mudar a legislação atual que permite a união civil entre pessoas do mesmo sexo

(FERNANDO SOUZA/AFP via Getty Images)

  • Rodrigo Neves diz ser contra o aborto e o “casamento religioso entre homossexuais”;

  • Candidato ao governo do RJ participou de sabatina promovida por rádio evangélica;

  • Ele também apontou a família como "base da sociedade" e prometeu auxílio de R$ 500.

Rodrigo Neves (PDT), candidato ao governo do Rio de Janeiro, se manifestou contra o aborto e o “casamento religioso entre homossexuais” durante sabatina promovida pela rádio evangélica 93 FM nesta terça-feira (13). O pedetista, no entanto, afirmou que não vê necessidade em uma mudança na legislação atual, que permite a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

“Sou contra o aborto, sempre fui contra. E em relação aos homossexuais, a gente tem que respeitar as pessoas, não pode admitir violência contra as pessoas. Não podemos ter nenhum tipo de atitude porque Jesus, no evangelho, acolheu os marginalizados. Evidentemente, sou contra o casamento religioso dos homossexuais, agora a legislação prevê a parceria civil. Não precisa ter mudança nessa legislação”, avaliou.

A declaração de Neves ocorre após o questionamento sobre suas opiniões sobre “família, aborto e casamento homossexual”. Antes, ele já havia se descrito como “cristão, casado há mais de 25 anos” e apontado a família “como base da sociedade”.

“Uma família que tem apoio, que tem o apoio espiritual da igreja, dificilmente vai se desencaminhar e os indivíduos também”, opinou, após prometer benefícios. “Por isso que uma das minhas medidas, logo no início do governo, vai ser a garantia de um auxílio, como eu fiz em Niterói através da moeda social Araribóia, de R$ 500 para todas as pessoas que estão passando fome no Rio de Janeiro. Nós temos três milhões de pessoas passando fome no Rio de Janeiro”.

Em ocasiões passadas, Neves já havia se manifestado contra o aborto, como na sabatina com a Folha de S. Paulo e o UOL. Ele também lembrou que o tema “não cabe aos governadores”, já que uma mudança na legislação depende do Congresso Nacional.

Em terceiro lugar na corrida pelo governo do Rio, Neves tenta abocanhar a fatia de eleitores evangélicos na qual Cláudio Castro (PL) lidera com folga. O atual governador detém 28% dessas intenções de voto, contra 5% de Marcelo Freixo (PSB) e 3% de Neves. A margem de erro nesse caso é de quatro pontos percentuais, segundo a última pesquisa do Ipec – antigo Ibope.

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