Rodrigo Neves promete cortar 80% dos cargos comissionados no RJ

Propostas foram feitas em entrevista ao g1 (FERNANDO SOUZA/AFP via Getty Images)
Propostas foram feitas em entrevista ao g1

(FERNANDO SOUZA/AFP via Getty Images)

  • Rodrigo Neves prometeu criar 150 mil empregos nos 2 primeiros anos de um eventual mandato;

  • Candidato ao governo também quer cortar "80% dos 50 mil cargos comissionados" no RJ;

  • Escândalo do Ceperj será usado como ponto de partida.

Rodrigo Neves, candidato ao governo do Rio pelo PDT, prometeu nesta segunda-feira (12) “criar 150 mil empregos nos dois primeiros anos de governo” e cortar “80% dos 50 mil cargos comissionados” no estado. As propostas foram feitas em entrevista ao g1.

Segundo o ex-prefeito de Niterói, o escândalo do Ceperj será o ponto de partida para os cortes de gastos. Investigada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Fundação é acusada de criar uma folha de pagamento secreta, já que a nomeação das pessoas não era publicada no Diário Oficial.

“O que eu queria garantir a todos que estão assistindo é que: se o Rio contar os 27 mil cargos secretos, o Rio tem mais de 50 mil cargos comissionados no governo do estado. Eu vou extinguir 80% dos cargos comissionados do estado. Porque o dinheiro do Ceperj, o dinheiro destes cargos no estado é o que está faltando para as creches, escolas, UPAS e hospitais”, disse Neves.

Durante a entrevista, o candidato relembrou que colocou “todas as crianças da educação infantil em horário integral” e garantiu expandir o projeto.

“A creche em horário integral é importante para as mães trabalhadoras, pois muitas não conseguem um emprego, ou não conseguem se manter no emprego, porque não há creche e educação infantil em horário integral”, apontou, acrescentando que a medida também beneficia o desenvolvimento das crianças quando chegarem no ensino fundamental e médio.

De acordo com a última pesquisa do Ipec, Neves aparece em terceiro lugar no primeiro turno, com 7% das intenções de voto. À frente dele estão Cláudio Castro (PL), com 37% das intenções de voto, e Marcelo Freixo (PSB), com 22%.

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