Rodrigo Pacheco admite que pode ser candidato a presidente em 2022

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Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, fala durante coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pode ser candidato a presidente em 2022 (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Rodrigo Pacheco admite nos bastidores que pode ser candidato a presidente em 2022

  • Oficialmente, presidente do Senado diz que não é hora de discutir eleição de 2022

  • Mas ele deve migrar para o PSD de olho no Planalto

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já admite nos bastidores a possibilidade de ser candidato a presidente da República em 2022. Oficialmente, diz que não é hora de discutir o processo eleitoral de 2022 e que o compromisso é com a “estabilidade do país”.

“Não discutirei agora o processo eleitoral de 2022. Meu compromisso é com a estabilidade do país, e isso exige foco nos muitos problemas que ainda temos em 2021”, afirmou, por meio de nota.

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Mas já existe uma grande articulação em torno de sua eventual candidatura. Para isso, o primeiro passo será a troca do DEM pelo PSD.

Essa movimentação faz parte de um grande plano do presidente do partido, Gilberto Kassab. O PSD terá candidato próprio nos principais colégios eleitorais do país.

Em Minas Gerais, Alexandre Kalil, atual prefeito de Belo Horizonte, será candidato ao governo do estado.

No Rio de Janeiro, há a possibilidade de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, se candidatar ao governo do estado. No entanto, Paes hesita em deixar a Prefeitura dois anos após ser eleito e acredita que Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pode ser um nome de consenso, que agradaria o centro e parte da esquerda para a formação de uma ampla aliança.

Santa Cruz deve se filiar ao PSD no início de 2022, quando acaba seu mandato na OAB. Aliados, porém, defendem que o advogado não é um nome conhecido, e que Paes teria mais chance de vitória.

Em São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin está de saída do PSDB para o PSD e deve se lançar candidato. No Paraná e em Santa Catarina, os atuais governadores, ambos do PSD, Ratinho Júnior e Raimundo Colombo, buscam a reeleição.

Gilberto Kassab, presidente do PSD, ao lado de urna eletrônica em São Paulo
Gilberto Kassab, presidente do PSD, articula candidatura de Rodrigo Pacheco à Presidência da República (Photo YASUYOSHI CHIBA/AFP/GettyImages)

Com fama de bom articulador político, Kassab criou o PSD em 2011, como um partido que não seria de direita, nem de esquerda, nem de centro. Hoje o partido é dono da quarta maior bancada na Câmara e a segunda no Senado. Nas eleições municipais do ano passado, saltou de 538 para 634 prefeitos, ocupando a terceira colocação do país.

Em encontro na semana passada com empresários e parlamentares, o presidente do PSD disse que está estudando várias pesquisas e que a maior parte do eleitorado está no centro, cenário que seria favorável a um candidato de perfil moderado. Por isso, ele aposta em um nome alternativo às candidaturas do presidente Jair Bolsonaro e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Cerca de 70% da população prefere o candidato de centro", afirmou Kassab.

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