Rogério Santos confirma favoritismo e vence no 1º turno em Santos

KLAUS RICHMOND
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O tucano Rogério Santos, 54, foi eleito ainda no primeiro turno em Santos, no litoral paulista. O odontólogo, secretário de governo na última gestão, venceu o pleito com 50,58% dos votos válidos, com 100% das urnas apuradas. A vitória do novo prefeito estende a hegemonia do PSDB na cidade, desde 2012, com o partido à frente da prefeitura, e também repete a trajetória de Paulo Alexandre Barbosa, seu antecessor e padrinho político. Barbosa teve dois mandatos consecutivos, em 2012 e 2016, ambos com vitórias no primeiro turno. Rogério superou a concorrência na disputa com um recorde de participantes em Santos neste século (foram 16, ao todo) em campanha com coligação com oito partidos (PSDB, PSB, PSL, PP, DEM, Republicanos, Podemos e PL). O principal adversário foi o ex-desembargador Ivan Sartori (PSD), nome apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que teve 18,33 % dos votos. Também disputaram a eleição Douglas Martins (PT), Vicente Cascione (Pros), Guilherme Prado (PSOL), Antonio Carlos Banha Joaquim (MDB), Carlos Alberto de Sá Romano (DC), Bayard Freitas (PTB), Carlos Paz (Avante), Márcio Aurélio Soares (PDT), João Vilela (Novo), Luiz Xavier (PSTU), Marcelo Gomes (PRTB), Moysés Fernandes (PV), Tanah Corrêa (Cidadania), e Thiago Andrade (PC do B). A campanha de Rogério Santos foi marcada por sucessivos ataques de seus adversários políticos em debates regionais e, principalmente, por meio de redes sociais. A atual administração foi mencionada como negligente com relação ao atendimento a comunidades mais carentes da cidade, como o Dique Vila Gilda, maior favela de palafitas do Brasil. Também foi criticada pelos recorrentes problemas de alagamentos em bairros da cidade em razão das chuvas e pelas compras de testes rápidos para Covid-19 a preços acima do mercado. No início de novembro, Sartori anunciou ter acionado judicialmente o PSDB alegando irregularidades, como doações de funcionários da prefeitura para a candidatura, além da cessão de carro para a gravação de programa eleitoral e showmício em um clube particular. "Para cada mentira, nós temos verdades e propostas para Santos seguir em frente", respondeu o novo prefeito, em um dos mantras mais repetidos durante a campanha. A imagem de Barbosa foi utilizada à exaustão ao longo de diversas peças, aparições públicas e todo o horário eleitoral. Vicente Cascione foi outro a também atacar Rogério Santos. Em um dos debates, desafiou o novo prefeito a renunciar a candidatura caso não conseguisse provar que o mesmo era réu em uma ação movida pelo Ministério Público de São Paulo sobre as obras da Nova Ponta da Praia em benefício de um grupo privado. Ele respondeu que se tivesse alguma condenação jamais seria candidato.