Roman Polanski quer fim de caso de 1977 por estupro, diz advogado a juiz de Los Angeles

Por Dana Feldman
Advogado de Roman Polanski, Harland Braun, em tribunal de Los Angeles 20/3/2017 REUTERS/Frederick M. Brown/Divulgação

Por Dana Feldman

LOS ANGELES (Reuters) - O diretor de cinema foragido Roman Polanski terá que aguardar até três meses para saber se pode resolver seu caso de estupro, que já leva quatro décadas, sem ter que passar mais tempo preso nos Estados Unidos.

O juiz da Corte Superior de Los Angeles Scott Gordon ouviu nesta segunda-feira argumentos de procuradores e do advogado de Polanski em uma nova tentativa de encerrar o caso, mas disse que irá se abster de tomar quaisquer decisões por até 90 dias.

O advogado Harland Braun pediu a Gordon para decidir que Polanski completou seu tempo atrás das grades em 1977, quando passou 42 dias presos antes de uma sentença pelo estupro de uma jovem de 13 anos.

Com esta garantia, o diretor de “O Bebê de Rosemary” viajaria imediatamente de Paris aos Estados Unidos para a sentença, disse Braun.

O caso de Polanski, franco-polonês, tem sido assunto de grande controvérsia há 40 anos. Após se declarar culpado em 1977 e passar tempo preso, ele deixou os Estados Unidos, temendo que uma negociação com as autoridades à época seria exagerada e que receberia uma sentença prisional maior.

“Ele sabe o que lhe foi prometido na sentença. Ele sabe o tempo que serviu. Ele não está tentando negociar”, disse Braun em audiência nesta segunda-feira.

“O Sr. Polanski tem 83 anos e quer finalizar este caso, quer superar isto. O crime que ele cometeu é indefensável. Ele nunca tentou negar isto”, acrescentou.

Os procuradores de Los Angeles, no entanto, dizem que Polanski pedia tratamentos especiais e que não deve haver discussão sobre a sentença até que ele retorne aos Estados Unidos.