Rombo na Americanas: CVM vai investigar conduta de Lemann, Telles e Sicupira

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já constituiu uma força-tarefa de áreas técnicas para analisar o caso Americanas e tem sete procedimentos abertos para analisar diferentes aspectos do caso envolvendo a varejista, incluindo a conduta dos acionistas de referência formado pelo trio Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles.

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As superintendências envolvidas são as de Relações com Empresas (SEP), Relações com o Mercado e Intermediários (SMI), Normas Contábeis e Auditoria (SNC), Processos Sancionadores (SPS), Proteção e Orientação aos Investidores (SOI), Registro de Valores Mobiliários (SRE) e Securitização (SSE).

No processo administrativo 19957.000491/2023-12, a SEP analisa a conduta da companhia, acionistas de referência e administradores da Americanas, à luz de informações prestadas ao mercado.

Em um comunicado publicado na quinta-feira, a CVM informou que vai analisar as informações do pedido de tutela cautelar antecedente vis-à-vis as informações divulgadas, até então, a respeito das inconsistências contábeis divulgadas em 11 de janeiro. Isso inclui também a decisão da companhia de protocolar pedido de recuperação judicial com créditos estimados em R$ 43 bilhões.

“Após a investigação e apuração de fatos e eventos, caso venham a ser formalmente caracterizados ilícitos e/ou infrações, cada um dos responsáveis poderá ser devidamente responsabilizado com o rigor da lei e na extensão que lhe for aplicável", disse a CVM

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Outro processo, aberto na segunda-feira pela SER, busca observar a atuação de intermediários enquanto coordenadores líderes em ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários de emissão da companhia.

O mais recente, instaurado pela SSE, tem objetivo de avaliar a atuação das agências de classificação de risco de crédito no âmbito das emissões com a Americanas S.A. como devedora ou coobrigada.

Na quinta-feira, a Americanas entrou com pedido de recuperação judicial, já deferido pela Justiça, informando uma dívida de cerca de R$ 43 bilhões

A CVM ainda disse que está trabalhando em cooperação com a Polícia Federal, com o Ministério Público Federal, e com a Advocacia-Geral da União na apuração dos fatos.