Romelu Lukaku, do Chelsea, se junta a Marcos Alonso para questionar o ato de se ajoelhar contra o racismo

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Romelu Lukaku, do Chelsea, juntou-se ao companheiro de equipe Marcos Alonso para questionar a eficácia de uma ajoelhada na luta contra o racismo.

Alonso parou de ajoaelhar porque o geste, segundo ele, está "perdendo um pouco de força" e Lukaku, que estava se ajoelhando antes dos jogos , diz que ainda vê pessoas sendi insultadas nos jogos.

— Acho que podemos assumir posições mais fortes, basicamente. Sim, a gente está se ajoelhando, e no final está todo mundo batendo palmas, mas ... às vezes depois do jogo você vê outro insulto — disse o atacante belga à CNN.

Na última temporada, a Premier League, junto com os jogadores, participou de um boicote às redes sociais para enfrentar os abusos online. Lukaku acrescentou que precisam se unir novamente para impactar empresas como o Instagram.

— Os capitães de cada equipe, e quatro ou cinco jogadores, como as grandes personalidades de cada equipe, deveriam ter uma reunião com os CEOs do Instagram, da FA, da PFA, e com líderes do governo.Deveríamos apenas sentar em volta da mesa e ter uma grande reunião sobre isso — ele disse.

— Tenho que lutar, porque não estou lutando só por mim. Estou lutando pelo meu filho, pelos meus futuros filhos, pelo meu irmão, por todos os outros jogadores e seus filhos, sabe, por todos. No final das contas, o futebol deveria ser um jogo divertido ... Você não pode matar o jogo por discriminação. Isso nunca deveria acontecer — acrescentou Lukaku.

Ainda não foi confirmado se Lukaku vai parar de se ajoelhar como Alonso, que não discutiu o assunto com os companheiros, segundo o técnico Thomas Tuchel .

— Na verdade não houve discussão entre mim e os jogadores. Acho que os capitães, se minhas informações estão corretas, dos times da Premier League concordaram em continuar se ajoelahando antes dos jogos — disse o treinador. — Mas como eu disse antes, deve sempre haver espaço para outra opinião e a opinião é na mesma direção:contra o racismo.

— Portanto, dentro desses limites, não pode haver qualquer tolerância a alguém que diga 'Eu não sou contra o racismo'. Isso é inaceitável. Mas, dentro disso, acho que temos que aceitar e ser abertos o suficiente para permitir discussões sobre como talvez ter mais efeito ou talvez possamos ver de uma forma positiva — acrescentou Tuchel.

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