Romero Jucá é alvo de operação da PF sobre corrupção e fraude em convênios

Romero Jucá foi senador ao longo de 24 anos por Roraima; ele não conseguiu se eleger em 2018 e 2022 (REUTERS/Adriano Machado/File Photo)
Romero Jucá foi senador ao longo de 24 anos por Roraima; ele não conseguiu se eleger em 2018 e 2022

(REUTERS/Adriano Machado/File Photo)

  • PF cumpre mandado de busca e apreensão na casa e no escritório de Romero Jucá;

  • Ex-senador está envolvido em esquema de corrupção e fraude envolvendo convênios;

  • Operação Imhotep investiga de em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (23), um mandado de busca e apreensão na casa do ex-senador Romero Jucá, em Boa Vista (RR). A ação faz parte da Operação Imhotep, que investiga corrupção e fraudes envolvendo convênios em diversos municípios.

Os 22 mandados, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal de Roraima, são cumpridos no estado e em São Paulo e no Distrito Federal. Agentes estiveram na casa de Jucá e no prédio onde funciona uma produtora e o escritório do político.

Investigações apontam que três empresas de engenharia supostamente pagavam propinas em contratos distribuídos a Jucá e a servidores públicos que participavam do esquema. O ex-senador se envolvida quando se tratava de convênios que tivessem a aplicação de dinheiro federal obtido por ele.

Segundo a PF, Jucá também travava o pagamento de emendas parlamentares de sua autoria caso não recebesse sua parte da propina. O dinheiro chegava nele por meio de familiares e de empresas das quais é sócio.

A organização criminosa fraudava procedimentos nos convênios com prefeituras no estado entre 2012 e 2017. As três empresas seriam responsáveis pela execução de mais de R$ 500 milhões em convênios durante o período, sendo que R$ 15 milhões já foram identificados como propina.

Os envolvidos irão responder por fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas chegam a 35 anos de prisão.

A Operação Imhotep recebe este nome em referência ao nome do grande “engenheiro” do Egito antigo, a quem é atribuída a construção de obras faraônicas como a Pirâmide de Djoser.